Em Veneza, Philippe Garrel fala de amor com personagens pouco interessantes

Francês "Un Été Brulant", com Monica Belucci, recebeu vaias ao final da projeção à imprensa

Mariane Morisawa, enviada especial a Veneza |

No material de imprensa de seu filme “Un Été Brulant” (um verão quente, na tradução), o quarto exibido em competição no Festival de Veneza 2011 , o diretor Philippe Garrel diz que se trata de uma homenagem à perda de seu melhor amigo. “Um filme, como dizem – eu digo também –, não vai substituir o amigo”, escreve, “mas vai me permitir algo que permanece se parecendo com a vida de artistas felizes, como éramos”. Felizes, ainda de acordo com o diretor, porque nascidos após a guerra.

"Você precisa se entregar ao diretor", explica Monica Bellucci

Divulgação
Louis Garrel e Monica Belucci em "Un Été Brulant": personagens sem empatia
E assim é, mais ou menos, com Paul, Frédéric, Angèle e Elisabeth. Paul (Jérôme Robart) conhece o pintor Frédéric (Louis Garrel) por meio de um amigo em comum. Paul sobrevive como figurante de produções cinematográficas. Num dos sets, ele conhece Elisabeth (Celine Sallette).

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Frédéric é casado com a dramática atriz Angèle ( Monica Bellucci ) e muda-se para Roma quando ela vai filmar lá. Paul e Elisabeth juntam-se a eles, e todos passam a viver num apartamento. Mas o casamento de Frédéric e Angèle está em perigo.

Sem a divisão do mundo entre direita ou esquerda, Hitler ou Stálin, vivida pelas gerações anteriores, as coisas ficaram mais complexas e, ao mesmo tempo, não há por que lutar. É por amor, no máximo, que se vive ou morre.

Pelo menos no filme de Garrel, parece pouco. Os personagens pouco carismáticos não ajudam. Muitos jornalistas acabaram vaiando o filme ao final da sessão de imprensa, na noite desta quinta-feira (1º).

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