Em "Dark Horse", Todd Solondz faz filme sem pedófilos ou estupradores

Diretor muda para registro mais leve e entrega comédia romântica protagonizada por "losers"

Mariane Morisawa, enviada especial a Veneza |

O diretor Todd Solondz, de “Bem-Vindo à Casa de Bonecas” e “Felicidade”, tem preferência pelos “losers”. Seus personagens são os patinhos feios, aqueles que nunca conseguem o garoto ou a garota. Ou, pior, são os estupradores e pedófilos.

Divulgação
Selma Blair e Jordan Gelber em "Dark Horse"
O protagonista de “Dark Horse”, exibido em sessão de imprensa na noite do domingo (4), na competição do Festival de Veneza 2011 , é o “loser” dos “losers”. Mas, apesar disso, o cineasta americano aparece diferente desta vez.

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Para começar, “Dark Horse” é uma espécie de comédia romântica. Meio torta, é verdade, porém, certamente mais leve do que as pesadas produções anteriores do diretor.

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Abe (Jordan Gelber) trabalha (pouco) na empresa do pai, mora com ele e com a mãe, odeia o irmão mais velho, o médico Richard (Justin Bartha, o noivo perdido de “Se Beber, Não Case!”) por motivos que só ele mesmo conhece.

Poderia ser uma vítima, mas, na verdade, Abe é um sem noção. Num casamento, conhece a super-medicada Miranda (Selma Blair), apaixona-se e fica no pé da moça. Ela acaba aceitando o casamento, de olho em alguma estabilidade.

Mas nada num filme de Todd Solondz é muito normal. A realidade desdobra-se em paralelismos e fica duro saber o que é fato e o que está na cabeça de Abe. Tudo, claro, vem embalado em muita acidez, que provoca, sim, risos.

Mas, apesar de Solondz desta vez mostrar algum carinho por seus personagens, ainda é insuficiente para que o espectador ria com eles, em vez deles. E isso é uma diferença fundamental. O filme foi recebido com aplausos moderados pelos jornalistas.

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