Brasileira Julia Murat faz filme bonito e pouco complexo

Diretora perde a chance de explorar melhor personagens e mistérios em “Histórias que só Existem Quando Lembradas”

Mariane Morisawa, enviada especial a Veneza |

Divulgação
Cena de “Histórias que só Existem Quando Lembradas”
A história do forasteiro que transforma um lugar foi tema de vários filmes. “Histórias que só Existem Quando Lembradas”, de Julia Murat, exibido dentro da seção paralela Venice Days – Jornada dos Autores do Festival de Veneza 2011 , na noite da sexta-feira (2), é mais um deles.

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Na trama, a fictícia Jotuomba, no Vale do Paraíba, é como uma cidade-fantasma, ou povoada por quase-fantasmas. A velha estrada de ferro que carregava café está abandonada, assim como os idosos que todo o dia fazem tudo sempre igual: Madalena (Sonia Guedes) produz o pão, Antonio (Luiz Serra), dono do armazém, o café. Os dois trocam insultos. Depois, é a hora da missa. Aí vem o almoço em grupo. Tudo se altera com a chegada da jovem fotógrafa Rita (Lisa Favero), que, aos poucos, muda a rotina do local.

A diretora aposta em algumas imagens fantasmagóricas do lugar e no uso dos ambientes escuros, iluminados apenas por lamparinas. Faz também uma utilização interessante do som. Mas não avança em explorar os mistérios de Jotuomba, que abandona no meio do caminho, nem nas histórias dos personagens, que são apenas esboçadas. Fica na superfície e perde a oportunidade de fazer um filme mais complexo e relevante.

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