Lope, dirigido por Andrucha Waddington" / Lope, dirigido por Andrucha Waddington" /

Brasil e América Latina têm participação pequena

País participa com curta-metragem e com Lope, dirigido por Andrucha Waddington

Mariane Morisawa, enviada especial a Veneza |

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Imagem do curta O Mundo É Belo, de Luiz Pretti
É bem discreta a participação brasileira neste ano no Festival de Veneza. Se, no ano passado, havia dois longas-metragens na mostra Horizontes – Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo , de Karim Aïnouz e Marcelo Gomes, e Insolação , de Felipe Hirsch e Daniela Thomas – neste ano a delegação brasileira está ainda mais enxuta.

O cineasta cearense Luiz Pretti exibe , na mesma seção Horizontes. “O curta nasceu de uma vontade de filmar o céu e depois foi ganhando outras proporções até se tornar o que ele é: um filme que tenta construir cinematograficamente o sentimento do amor”, disse Pretti ao iG , sobre a produção de 9 minutos rodada em Fortaleza com uma Cybershot. Pretti, que tem no currículo a codireção do premiado Estrada para Ythaca , ao lado de Guto Parente, Pedro Diógenes e Ricardo Pretti, está achando bom participar de um festival como Veneza com um filme “tão singelo”.

“Acho que é uma prova de que o cinema está numa fase de transição. Nem todo filme precisa de um grande orçamento para ter seu lugar. É importante termos um trabalho sério de cinema e mostrar que o Brasil tem uma cinematografia variada e rica.” Ele espera poder ver muitas produções de diretores como Luis Guerin, Manoel de Oliveira e Vincent Gallo.

Fora de competição, Andrucha Waddington apresenta Lope , co-produção Brasil-Espanha sobre o escritor e dramaturgo Lope de Vega, estrelado majoritariamente por atores de língua espanhola, como Alberto Ammann e Pilar López de Ayala. Selton Mello e Sonia Braga fazem papéis secundários.

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O espanhol Alberto Ammann e Sonia Braga em Lope, de Andrucha Waddington
Mesmo a participação latino-americana é pequena neste 67ª edição. Na competição pelo Leão de Ouro, há Post Mortem , do chileno Pablo Larraín, na verdade uma coprodução de seu país com México e Alemanha. O filme conta a história de Mario, que trabalha num necrotério batendo à máquina relatórios de autópsia, em 1973. Quando sua vizinha Nancy desaparece em 11 de setembro, dia do golpe militar que depõe Salvador Allende, ele passa a procurá-la.

Na mostra "Horizontes", são integrantes o média argentino En El Futuro , de Mauro Andrizzi, os curtas El Pozo , do roteirista e diretor mexicano Guillermo Arriaga, e Indefatigable , de Ruth Jarman e Joe Gerhardt, coproduzido por Equador e Reino Unido, e o longa Jean Gentil , coprodução de República Dominicana, México e Alemanha dirigida por Carla Amélia Guzmán e Israel Cárdenas.

Na Semana Internacional da Crítica, o único latino-americano é Martha , dirigido por Marcelino Islas Hernández, do México. Já na "Giornate degli Autori - Venice Days", há o chileno La Vida de los Peces , de Matías Bice, e o colombiano Pequeñas Voces , de Jairo Eduardo Carillo e Oscar Andrade.

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