Apresentado em Veneza, "Himizu" é samba do japonês doido

Filme de Sono Sion fala do Japão hoje com histeria e não tinha razão de estar na competição

Mariane Morisawa, enviada especial a Veneza |

“Himizu”, do japonês Sono Sion, comprova que é um ano ruim para o cinema asiático no Festival de Veneza 2011 . Depois do fraquíssimo “Saideke Balai” , de Taiwan, e do morno “A Simple Life” , de Hong Kong, foi a vez de o Japão mostrar um filme que de maneira nenhuma merecia estar na competição.

Divulgação
"Himizu", do diretor Sono Sion: histério e sem sentido
O longa, exibido em sessão de imprensa na noite de segunda-feira (5), parte da adaptação de uma história em quadrinhos de Minoru Furuya para falar dos adolescentes japoneses hoje.

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Mas, à luz do terremoto, tsunami e desastre nuclear de 11 de março, o cineasta resolveu incorporar esses elementos e voltar a filmar, fazendo de seu protagonista, Yuichi Sumida (Shota Sometani), uma metáfora para o Japão tomado pela ganância e pelo individualismo.

Cheio de tapas e gritaria, o filme é histérico e sem sentido, além de longo demais. Mas alguma coisa estranha aconteceu na exibição para jornalistas: apesar de muita gente ter saído, houve alguns aplausos entusiásticos e nenhuma vaia.

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