Ameaça de incêndio interrompe "People Mountain People Sea"

Filme surpresa do festival, primeiro bom asiático da competição, teve sessão restabelecida depois de meia hora

Mariane Morisawa, enviada especial a Veneza |

O chinês Cai Shangjun, diretor do filme surpresa do Festival de Veneza 2011 , “People Mountain People Sea”, realmente não estava com sorte. Depois de ter a primeira sessão suspensa por problemas técnicos , a exibição oficial, com presença do cineasta e do diretor do festival, Marco Müller, foi interrompida por uma debandada geral do público, causada por um curto-circuito numa lâmpada que deixou a sala Darsena com cheiro de queimado.

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Depois de meia hora, a sessão foi restabelecida. E valeu a pena – pelo menos, “People Mountain People Sea” é o primeiro asiático decente da competição. O protagonista Lao Tie, às voltas com uma indenização depois que causou o ferimento de um companheiro de trabalho, retorna à sua região natal depois de seu irmão ser assassinado num assalto.

É um lugar sem lei, onde é cada um por si. Até amigos aproveitam-se dos amigos. Certo de que a polícia não dará conta da tarefa, Lao Tie resolve perseguir o assassino. Ali, o meio faz o homem, e o próprio Lao Tie curva-se à regra. Há alguns excessos na crueldade, mas em geral o filme é contido e contém belas cenas de uma região isolada e desolada.

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