Alexander Sokurov agrada plateia com "Faust"

Diretor russo encerra tetralogia do poder com adaptação livre, exigente e pouco contemporânea da obra de Goethe

Mariane Morisawa, enviada especial a Veneza |

Com “Faust”, exibido na noite da quarta-feira (7) dentro da competição do Festival de Veneza 2011 , o o russo Alexander Sokurov encerra sua tetralogia do poder, composta por “Moloch” (1999), “Taurus” (2000) e “O Sol” (2004), dedicados respectivamente a Adolf Hitler, Josef Stálin e ao imperador Hiroito. Trata-se de uma adaptação bem livre do clássico “Fausto”, de Goethe, que vende sua alma ao diabo.

Divulgação
"Faust", do diretor russo Alexander Sokurov: ganância, desejo e moral
Levado por sentimentos como ganância e desejo, um intelectual (Johannes Zeiler) deixa-se levar por um homem infeliz (Anton Adasinskiy), deformado fisicamente e moralmente. Como o próprio Goethe dizia, “as pessoas infelizes são perigosas”.

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Sokurov procura traduzir na tela o mundo que permite o nascimento de um ser como esse. É um universo lamacento e caótico, traduzido nas sequências em que muito acontece, explorando todo o quadro e sua profundidade.

O cineasta pinta cenas numa atmosfera entre o sonho e o pesadelo, que mostra a beleza e o terror do mundo. “Faust” também aposta pesado no texto. Apesar de ser um verdadeiro artista, o conjunto proposto por Alexander Sokurov muitas vezes exaure e não consegue avançar numa discussão e num cinema mais contemporâneos. Mas foi bem recebido por parte da plateia de jornalistas, que aplaudiu longamente.

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