"A vida não permite idealismo", diz Philip Seymour Hoffman

Ator de "Tudo pelo Poder", drama dirigido por George Clooney, fala ao iG em mesa-redonda

Mariane Morisawa, enviada especial a Veneza |

Getty Images
Philip Seymour Hoffman na premiere de “Tudo pelo Poder”, no Festival de Veneza 2011
Vencedor do Oscar por “Capote” (2005) e indicado outras duas vezes, por “Jogos do Poder” (2007) e “Dúvida” (2008), o talentoso Philip Seymour Hoffman interpreta Paul Zara, chefe de campanha do governador Mike Morris (vivido por George Clooney) em “Tudo pelo Poder” , dirigido por Clooney e exibido na sessão de abertura do Festival de Veneza 2011 .

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O personagem principal do filme é Stephen Myers (Ryan Gosling), que descobre os verdadeiros meandros de uma campanha ao trabalhar para Zara. Seymour Hoffman, que recentemente lançou seu primeiro longa como diretor, “Vejo Você no Próximo Verão” , falou sobre “Tudo pelo Poder” em mesa-redonda da qual o iG participou:

iG: Como foi atuar nesse filme tão político?
Philip Seymour Hoffman:
Eu acho que o filme não é sobre política, é sobre outras coisas. O que acontece ali poderia acontecer em muitos outros lugares.

iG: “Tudo pelo Poder” declara a morte ao idealismo.
Philip Seymour Hoffman:
As coisas são como são. A vida não permite idealismo. Acho o idealismo perigoso. Porque um idealista geralmente acha que os outros têm de ter o mesmo ideal. E idealismo é coisa para jovens, quando você acha que sabe tudo. Com o tempo, você percebe que não sabe tudo. Hoje, eu acho que não sei nada.

iG: Seu personagem exige lealdade do seu pupilo, interpretado por Ryan Gosling.
Philip Seymour Hoffman:
No trabalho dele, a lealdade é essencial. Ele precisa ter certeza de que a outra pessoa está com ele 100%. Porque ele não pode abrir certas coisas se a pessoa não estiver. Engraçado que acredito que, no nível pessoal, ele seria um cara muito compreensível e perdoaria.

iG: Tornar-se diretor mudou seu jeito de atuar?
Philip Seymour Hoffman:
Antes de dirigir o filme, eu já dirigia teatro. E, sim, quando comecei a dirigir peças, vi que muitas das observações que os diretores fizeram ao longo da minha carreira estavam corretas. O ator precisa de um olhar externo e objetivo sobre aquilo que ele está fazendo.

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