No Festival de Veneza, belga fala de mudança climática e aversão ao estrangeiro

Longa 'La Cinquième Saison' parte da premissa de que, um dia, a primavera não chega

Mariane Morisawa - enviada especial a Veneza | - Atualizada às

A premissa do belga “La Cinquième Saison”, de Peter Brosens e Jessica Woodworth, exibido na noite desta quarta-feira (5) para jornalistas dentro da competição do Festival de Veneza 2012 , é das melhores: um dia, a primavera simplesmente não chega. Os galos param de cantar, as vacas cessam a produção de leite, as abelhas vão embora. Logo, a comunidade onde se passa o filme começa a sofrer.

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Gente como os jovens Alice (Aurélia Poirier) e Thomas (Django Schrevens), que descobrem o amor, e o ex-filósofo Pol (Sam Louwyck) e seu filho Octave (Gill Vancompernolle), que está em cadeira de rodas, tentam sobreviver, mas as coisas se tornam difíceis e cada vez mais violentas.

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O que começa bem, em registro realista, apesar de em suma ser um filme-catástrofe, vira uma alegoria. São óbvias as relações com as mudanças climáticas em curso e a crise europeia, também de valores, que aumenta a aversão ao estrangeiro.

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