Amos Gitai faz ensaio sobre o pai

"Lullaby to My Father" é um filme difícil, mas feito por um cineasta interessante

Mariane Morisawa |

Amos Gitai tentou escapar da profissão do pai, o arquiteto Munio Gitai Weinraub, ligado à escola Bauhaus. Acabou estudando arquitetura, mas depois virou cineasta. E é com um filme que faz um misto de homenagem e tentativa de compreensão do pai, em “Lullaby to My Father”, exibido fora de competição no Festival de Veneza 2012 .

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Gitai escapa do documentário puro e simples. Usa cartas do pai, poemas, entrevista pessoas, vai à Bauhaus ver os arquivos, sim, mas também reencena muita coisa, como seu julgamento – morando na Alemanha, Munio foi preso por três meses, acusado pelos nazistas de traição – e sua partida para a então Palestina.

Nessas cenas, ele não está presente, ninguém o interpreta. O cineasta arruma soluções simples, como a passagem de um ator que vive seu advogado de defesa por um portão para simbolizar a entrada na prisão. É um filme difícil, mas feito por um cineasta interessante, que pensa também na forma como vai dizer as coisas.

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