Austríaco "Paradies: Glaube" tenta chocar com masturbação com crucifixo

Cineasta Ulrich Seidl parece não ter compaixão pelos personagens de filme sobre fé

Mariane Morisawa - enviada especial a Veneza |

A contar pelos filmes que participam de festivais, na Áustria não existe gente feliz. Nem cineastas que gostam de seres humanos. Seguindo a linha de Michael Haneke , sem o mesmo talento, diretores como Ulrich Seidl tentam chocar as plateias.

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Ele conseguiu no Festival de Cannes , onde exibiu "Paradies: Liebe" ("Paraíso: Amor", na tradução literal do alemão), sobre senhoras europeias que vão à África para fazer turismo sexual. Na competição do Festival de Veneza 2012 , "Paradies: Glaube" dedica-se agora à fé ("glaube" em alemão).

Annamaria (Maria Hofstätter) é uma fanática religiosa católica. Martiriza-se pelas mais diversas razões, andando de joelhos e usando instrumentos que ferem sua pele. Vai à casa de imigrantes ou pessoas que considera viver em pecado para convertê-los à palavra de Jesus. Participa de rodas de oração. Tem uma aliança no dedo, apesar de aparentemente viver sozinha. Descobre-se por que: ela é casada com um imigrante egípcio muçulmano (Nabil Saleh) e voltou-se para a religião por se decepcionar com o relacionamento.

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O diretor tenta tentar chocar com cenas como masturbação com crucifixo, que não chega a ser novidade. Annamaria é incapaz de amar e parece afastada de sua humanidade. Mas isso não é motivo para o diretor e o filme olharem para ela como se, de fato, não tivesse humanidade. Ulrich Seidl não parece ter amor nem compaixão por seus personagens.

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