Vaticano se diz preocupado com escândalos sexuais de Berlusconi

Instituição pede 'uma moral mais robusta' dos políticos

BBC Brasil |

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O Vaticano disse nesta quinta-feira estar preocupado com as acusações de crimes sexuais supostamente cometidos pelo premiê italiano, Silvio Berlusconi.

Foi aberta uma investigação sobre as alegações de que o premiê, de 74 anos de idade, teria pagado para fazer sexo com uma menor de idade.

Berlusconi rejeita as acusações, dizendo que estas seriam politicamente motivadas.

O cardeal Tarcisio Bertone disse que os funcionários de cargos públicos deveriam mostrar uma "moral robusta".

"A Igreja pede e chama a todos, especialmente os que detêm uma posição de responsabilidade pública a se comprometerem com uma moral mais robusta, um senso de justiça e legalidade", disse o cardeal, em um raro comentário da instituição sobre o assunto.

Bertone disse que o Vaticano acompanha o tema "com grande atenção e preocupação" e que compartilha dos temores expressos pelo presidente italiano, Giorgio Napolitano.

Napolitano disse que seria necessário "mais sobriedade e responsabilidade" de figuras públicas em tempos de austeridade.

Novas leis

Na quarta-feira, Berlusconi fez um pronunciamento de 10 minutos na TV italiana no qual acusou as investigações de terem motivações políticas e prometeu novas leis que proíbam juízes de processar políticos eleitos.

Mas o presidente da associação de juízes italianos, Luca Palamara, disse que os comentários de Berlusconi seriam "inaceitáveis" e "ameaçam seriamente a autonomia e a independência dos promotores".

Os investigadores se concentram nas alegações de que a dançarina marroquina Karima El Mahroug, de 18 anos, que frequentou festas de Berlusconi quando tinha 17 anos, teria recebido dinheiro para praticar sexo com ele.

Sexo por dinheiro com menores de 18 anos é ilegal na Itália.

Tanto Berlusconi como Mahroug negam terem feito sexo e ela diz que a soma de 7 mil euros, dada pelo premiê, teria sido apenas um presente.

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