Vaticano deve aceitar renúncia de bispo suspeito de pedofilia

Berlim, 7 mai (EFE).- O papa Bento XVI aceitou a renúncia do bispo de Augsburgo (Baviera, Alemanha), Walter Mixa, que pôs seu cargo à disposição do Vaticano após reconhecer que maltratou menores quando era pároco.

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Berlim, 7 mai (EFE).- O papa Bento XVI aceitou a renúncia do bispo de Augsburgo (Baviera, Alemanha), Walter Mixa, que pôs seu cargo à disposição do Vaticano após reconhecer que maltratou menores quando era pároco. O bispo é investigado, além disso, por suspeitas de pedofilia. As afirmações foram feiras pelo jornal alemão "Die Welt", que disse que o Vaticano deve confirmar a decisão amanhã às 12h local (7h, Brasília), simultaneamente em Roma e em Augsburgo. Mixa apresentou sua renúncia em carta pessoal ao papa no dia 21 de abril, após admitir que tinha, efetivamente, maltratado menores em um orfanato da Baviera. Somam-se a isso as investigações abertas pela Promotoria de Ingolstadt por um suposto caso de pedofilia, segundo o jornal "Augsburger Allgemeine". A Promotoria investiga um caso relativamente recente, correspondente ao período de 1996-2005, quando Mixa era bispo da diocese bávara de Eichstätt. O advogado do bispo desmentiu as suspeitas, qualificadas de absolutamente infundadas. Mixa admitiu os casos de maus-tratos apenas depois que várias de suas vítimas apresentaram declarações ao Tribunal em que o acusavam de brutalidade sistemática contra menores. O bispo disse que só tinha dado algumas bofetadas, enquanto suas vítimas afirmavam ter recebido ou assistido surras brutais aos menores. Na carta enviada ao papa, o religioso coloca a disposição o seu cargo de bispo de Augsburgo e bispo militar do Exército Federal alemão. Os casos de maus tratos a menores remetem a seus tempos como pároco de Schrobenhausen, na Alta Baviera, e os castigos físicos infligidos às crianças de um orfanato dependente da Igreja Católica. EFE gc-jcb/pb

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