Bogotá, 7 mai (EFE).- O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, considerou hoje prejudicial que a Corte Suprema de Justiça (CSJ) do país imponha limites a processos de extradição aos Estados Unidos de paramilitares condenados por narcotráfico.

Bogotá, 7 mai (EFE).- O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, considerou hoje prejudicial que a Corte Suprema de Justiça (CSJ) do país imponha limites a processos de extradição aos Estados Unidos de paramilitares condenados por narcotráfico. "Não acho que convenha ao país que a Corte Suprema de Justiça, sem ouvir o Governo ou as Forças Armadas, introduza crescentes limitações à extradição", expressou Uribe durante uma conferência em um auditório militar em Bogotá. O governante se referiu de maneira tácita a recentes decisões da CSJ sobre os casos de três ex-comandantes ultradireitistas cuja entrega aos Estados Unidos foi negada pelo alto tribunal, que considerou que ambos deviam ser julgados primeiro na Justiça nacional. Em providências dos três últimos meses, a CSJ negou a extradição de antigos comandantes paramilitares reivindicados por Washington por narcotráfico e financiamento ao terrorismo. Em todos os casos, a CSJ considerou que eles deviam ser primeiro julgados pelas autoridades judiciais colombianas, que os processam por crimes contra a humanidade. "Esse não é um tema somente de Justiça, esse é um tema de ordem pública que corresponde também às competências do Governo e das Forças Armadas. É um tema de relações internacionais", defendeu Uribe. EFE jgh/sa

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