Presidente equatoriano, Rafael Correa, diz que "o momento de maior risco passou". Na Colômbia as ondas chegaram sem força

O tsunami provocado pelo terremoto de 8,9 graus que atingiu o Japão nesta sexta-feira causou danos "mínimos" no Equador, segundo o presidente do país, Rafael Correa, que disse que ainda assim o estado de exceção será mantido até sábado.


"O momento de maior risco passou; os danos foram mínimos", disse o líder equatoriano.

Segundo as autoridades, em algumas localidades das Ilhas Galápagos, localizadas a cerca de 1 mil quilômetros do litoral e onde 90% da população se dirigiu para zonas mais altas, houve inundações de pouca importância.

Correa disse entretanto que o estado de exceção será mantido por enquanto para evitar o retorno prematuro dos evacuados às zonas de risco.

"Com toda segurança será levantado amanhã antes do meio-dia", afirmou o líder.

Na ilha de San Cristóbal, o nível do mar reduziu 30 metros e posteriormente inundou algumas áreas urbanas.

Nas regiões litorâneas, as atividades escolares ficaram suspensas e os pacientes de centros médicos localizados até cinco quilômetros da linha da praia foram levados para o interior.

Além disso, as autoridades fecharam os aeroportos de Galápagos e de algumas das províncias litorâneas, e pediram que fossem retiradas as embarcações dos portos até uma distância de cinco milhas náuticas.

Colômbia

As ondas geradas pelo tsunami que atingiu o Japão chegaram à costa pacífica da Colômbia, mas não foram fortes e passaram praticamente despercebidas, informaram as autoridades do país nesta sexta-feira.

A diretora do Sistema Nacional de Atenção e Prevenção de Desastres, Luz Amanda Pulido, disse a jornalistas que ainda assim seriam mantidas as inspeções até a 0h da hora local (2h de Brasília).

A funcionária detalhou que as primeiras ondas foram registradas por volta das 20h40 (22h40 de Brasília) em Bahía Solano, Juradó, Nuquí e Pizarro, no departamento de Chocó, fronteiriço com o Panamá.

As ondas passaram quase despercebidas porque sua variação não foi superior a dez centímetros com relação às ondas tradicionais.

Luz Amanda informou que não há nenhuma informação que indique a necessidade de empreender evacuações, embora tenha ressaltado a importância de manter medidas de prevenção e não permanecer perto da linha da água.

Desde as primeiras horas do dia as autoridades colombianas emitiram um alerta de tsunami para a costa pacífica do país, mas sem ordem de evacuação.

 * Com EFE

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