TRE-MT deve votar 14 processos por crimes eleitorais

Silval Barbosa, Mauro Mendes e Wilson Santos são investigados por prática de irregularidades durante as eleições

Kelly Martins, iG Cuiabá |

A corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) concentra esforços para levar à votação em Plenário as 14 ações de investigação judicial eleitoral contra o governador reeleito Silval Barbosa (PMDB) e os candidatos derrotados Mauro Mendes (PSB) e Wilson Santos (PSDB).

A metade das ações de investigação é contra o governador e seu vice, Chico Daltro (PP), duas contra Wilson e o vice, Dilceu Dal Bosco (DEM), e uma contra Mauro Mendes que, embora corram em segredo de Justiça, se tornaram públicas.

A maior parte é de denúncias referentes a crimes de abuso de poder político econômico ou uso da máquina supostamente praticado no período eleitoral, o que poderá gerar aplicação de multa à cassação do registro de candidatura.

A corrida contra o tempo é para que as decisões sejam concedidas até o dia 16 de dezembro, período previsto no calendário eleitoral, já que no dia seguinte será a data de diplomação dos eleitos neste pleito.

O corregedor e desembargador Márcio Vidal, avalia que o TRE tem realizado uma verdadeira "força-tarefa" para acelerar os julgamentos. 

Segundo ele, apesar do período ser curto, será possível apreciar todas as ações e cumprir com o prazo fixado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Um dos casos mais polêmicos envolve a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) que teria sido usada em benefício da eleição de Silval e do vice Chico Daltro.

A denúncia foi formulada pela "Coligação Mato Grosso Melhor Prá Você", liderada por Mauro Mendes, que acusa o governador por convocado uma reunião política com servidores da Empaer, após o expediente de trabalho.

O caso é considerado grave pelo próprio TRE-MT e pelo Ministério Público Eleitoral, que anexou ao processo novas provas por meio de áudio e fotos.

Para o governador reeleito "as denúncias são infundadas" e não vão impedir sua diplomação. "Estou tranqüilo e confio na Justiça", ressalta.

Cinco servidores, inclusive, o presidente da Empaer, Enock Cavalcante, já foram ouvidos em audiência no Tribunal. 

Mendes também pediu explicações à Justiça Eleitoral sobre a campanha feita por Silval em uma igreja evangélica reunindo mais de mil fiéis.

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