Transição em Goiás emperra e ameaça programas sociais

Grupo tucano admite dificuldades de obter informações do atual governo; briga se repete na Assembleia

Rodrigo Viana, iG Goiânia |

A falta de diálogo entre equipe de transição e governo pode deixar goianos com dificuldades para receber os benefícios dos programas sociais.

A campanha tucana deu ênfase à área social com a ampliação do Renda Cidadão, Bolsa Universitária e criação de uma Bolsa Futuro, que ajudaria os beneficiários que começassem a estudar.

Os membros da equipe dizem que estão tendo dificuldades com a aquisição de dados e que ainda não há interlocutor escolhido pelo governo para esse suporte.

Soma-se a isso a guerra velada na Assembleia Legislativa entre governistas e tucanos para aprovação do Orçamento de 2011.

A Lei Orçamentária Anual que tramita no Legislativo não daria espaço a Marconi Perillo para investimentos nos programas sociais.

Segundo Antonio Faleiros, um dos membros da equipe política, os dados estão tendo que ser recolhidos em outras instituições, como Tribunal de Contas do Estado e Assembleia Legislativa.

A escolha não é coincidência já que os dois órgãos já se provaram "marconistas" com a indicação relâmpago de Kennedy Trindade para uma das cadeiras do conselho.

“Não temos interlocução nenhuma. O trabalho é unilateral”, o governador tem que ser republicano e auxiliar na transição", reclama Faleiros.

Da última vez que se pronunciou sobre o assunto, o governador Alcides Rodrigues (PP) afirmou que não vai se apressar.

Alcides disse que vai colocar secretários á disposição dos tucanos, mas que tem um "tempão pela frente, mais de 40 dias".

Outro que reclamou do ritmo da transição foi o coordenador da equipe de transição e vice-governador eleito, José Eliton (DEM).

Já o atual vice, Ademir Menezes, porde acabar sendo uma ponte entre os dois governos já que está disposto a aproximar PR de Marconi no âmbito administrativo.


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