Responsável por alertas de tsunami é demitido no Chile

A Marinha chilena destituiu nesta sexta-feira o diretor do Serviço Hidrográfico e Oceanográfico, questionado por não ter passado informação clara e precisa sobre o tsunami que se seguiu ao terremoto de 8,8 graus que atingiu sábado o centro-sul do Chile, informou a instituição.

iG São Paulo |

Em comunicado oficial, o comandante-em-chefe da Marinha chilena, almirante Edmundo González, disse que o capitão Mariano Rojas Bustos, até agora chefe do SHOA, será substituído pelo oficial do mesmo grau Patrício Carrasco Hellwig, "visando a restabelecer a credibilidade e confiança nesse importante organismo técnico".

A Marinha chilena destituiu hoje o chefe de seu Serviço Hidrográfico e Oceanográfico (SHOA, na sigla em espanhol), organismo apontado como responsável por não ter emitido um alerta de tsunami após o terremoto do último sábado.

Segundo a nota, isso inclui os protocolos e procedimentos empregados e a verificação do equipamento técnico utilizado durante a emergência. A investigação ficará a cargo de um promotor, "que deverá apresentar os resultados pertinentes no prazo mais breve", diz o comunicado.

Antes da demissão de Bustos, o presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, que toma posse no próximo dia 11 de março , anunciou uma reestruturação do sistema de alerta de emergência de tsunami, depois dos questionamentos sobre o atual mecanismo.

A Marinha chilena causou polêmica nos últimos dias ao assumir a responsabilidade por não ter emitido um alerta de tsunami, que inclusive foi descartado pelo SHOA nos primeiros momentos após o terremoto.

Admissão de culpa

O comandante-chefe da Marinha chilena, almirante Edmundo González, admitiu que o Serviço Hidrográfico e Oceanográfico da Marinha (Shoa, na sigla em espanhol) não deu à presidente chilena, Michelle Bachelet, informações claras sobre o risco de tsunami na região costeira do Chile após o terremoto de 8,8 graus que atingiu o país no sábado, informa nesta quarta-feira a imprensa chilena.

A declaração surge em meio às informações de que a maior parte das vítimas da tragédia morreu em consequência do tsunami, e não do próprio terremoto. No último domingo, o ministro da Defesa do Chile, Francisco Vidal, disse que "houve um erro da Marinha, que não fez o alerta correspondente".

Segundo Vidal, o alerta de tsunami chegou somente uma hora depois do terremoto. "Além disso, o aviso era sobre ondas de dezoito centímetros e elas foram muito maiores", destacou. "O erro da Marinha foi visível nas regiões onde o tsunami foi registrado", completou.

Segundo um documento obtido pelo jornal El Mercurio, os militares não teriam disparado o alarme de alerta de tsunamis por considerar que não havia risco por acreditar que o epicentro do tremor tivesse sido em terra, e não no mar.

Com Reuters e AFP

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