Novos tremores voltam a sacudir o Chile

Fortes réplicas do poderoso terremoto do fim de semana despertaram os chilenos nesta sexta-feira, em meio a dados confusos do governo a respeito do número de mortos da tragédia inicial.

Reuters |

O maior tremor alcançou magnitude de 6,6, às 8h47 (hora de Brasília), com profundidade de 33 quilômetros e epicentro a cerca de 30 quilômetros ao noroeste da cidade de Concepción, na região de Bio-Bio, segundo relatório preliminar do Serviço Geológico dos EUA (USGS, na sigla em inglês).

Outras fortes réplicas foram sentidas mais cedo em toda a região central e sul do país.

Concepción, uma das cidades mais atingidas pelo terremoto de magnitude 8,8 que sacudiu no sábado o centro e o sul do Chile e que foi seguido por uma série de tsunamis, vive o sexto dia de toque de recolher, uma medida que visa a evitar os saques.

"A informação ainda não pode ser completa (...), mas não temos um relato de danos materiais, exceto óbvias quedas de pedaços de edifícios que já estavam danificados, mas nada significativo", disse o chefe do governo na região, Jaime Tohá, a uma rádio.


Concepción, no centro do Chile, ficou destruída após tremor da última semana / AP

As autoridades chegaram a informar que o tremor de sábado, um dos mais violentos em um século no mundo, e os subsequentes tsunamis haviam matado 802 pessoas, mas na quinta-feira o ministro do Interior, Patrício Resende, informou que havia 279 vítimas identificadas .

Os jornais El Mercurio e La Tercera publicaram que a presidente Michelle Bachelet também reduziu de 587 para 316 o número oficial de vítimas na região do Maule.

Fontes oficiais disseram que o governo cometeu um erro ao incluir na lista de vítimas pessoas desaparecidas, encontradas posteriormente com vida.

Mas a nova cifra oficial parece não refletir o depoimento de autoridades locais, que estimaram a perda de centenas de pessoas, especialmente em zonas litorâneas.

Bachelet disse que o Chile, com uma das economias mais sólidas da América Latina, poderá precisar de ajuda financeira internacional para a reconstrução, que levaria três a quatro anos.

Na sexta-feira, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, visita o Chile para avaliar os prejuízos, calculados por especialistas em US$ 30 bilhões, ou 15% do PIB.


* Com EFE

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