Chile diminui de 587 para 316 número de mortos em região do Maule

A presidente chilena, Michelle Bachelet, afirmou nesta quinta-feira que o número de mortos na região de Maule, uma das mais atingidas pelo terremoto de sábado no Chile, é de 316 e não de 587.

iG São Paulo |

Durante uma visita de inspeção à castigada cidade de Talca, no centro-sul do país, Bachelet indicou que a diferença de 271 mortos em Maule ocorreu porque em vários povoados da região se somaram os desaparecidos à lista de vítimas fatais. "Os médicos legistas farão um estudo do que aconteceu, pois desaparecidos teriam sido incluídos como mortos", afirmou.

AP
Bachelet observa suprimentos que serão distribuídas em Concepción

Bachelet observa suprimentos que serão distribuídas em Concepción

O governo prevê divulgar um novo balanço de mortos ainda nesta quinta-feira, quando a informação estiver completamente verificada. O último balanço oficial contabilizava, no total, 802 mortos.

Segundo Bachelet, aparentemente foram dadas como mortas 200 pessoas cujo destino ainda se desconhece. Elas participavam de uma celebração na ilha Orrego, na foz do rio Maule, onde foram encontrados sete sobreviventes.

"Se houver menos mortos, melhor. Havia uns 200 desaparecidos (em Maule) e esse é o número que causa discrepância. A informação veio do município, dos bombeiros e dos carabineiros (a polícia chilena)", explicou. 

Em Santiago, o vice-secretário do Interior, Patricio Rosende, pediu que se compreenda o contexto em que o erro aconteceu. "É preciso entender as autoridades e não lhes atribuir um erro. É preciso compreender a informação passada inicialmente em um contexto de muito medo, com problemas de energia", disse.

Reconstrução

O presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, apresentou nesta quinta-feira detalhes do plano "Levantemos o Chile" , que será usado para reconstruir o país e as zonas afetadas após o terremoto que atingiu o centro-sul chileno no sábado.

"Nosso futuro governo não será o governo do terremoto, mas o da reconstrução", afirmou Piñera, que assume a presidência em 11 de março, segundo o jornal chileno La Tercera.

O anúncio de Piñera foi feito depois de a presidente do Chile, Michelle Bachelet, ter afirmado que a reconstrução do país demorará pelo menos três anos .

*Com informações da AFP


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