A uma semana da posse, presidente eleito do Chile lança plano de reconstrução

O presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, apresentou nesta quinta-feira detalhes do plano Levantemos o Chile, que será usado para reconstruir o país e as zonas afetadas após o terremoto que atingiu o centro-sul chileno no sábado.

iG São Paulo |

"Nosso futuro governo não será o governo do terremoto, mas o da reconstrução", afirmou Piñera, que assume a presidência em 11 de março, segundo o jornal chileno La Tercera.

Seguido por ondas gigantes de um tsunami que atingiu parte da área costeira do país, o terremoto deixou 802 mortos , 2 milhões de desabrigados e 500 mil construções destruídas.

Piñera também designou os novos intendentes que ficarão responsáveis pela execução do plano de reconstrução.

AFP
Piñera cumprimenta Hillary durante encontro na terça-feira

Piñera cumprimenta Hillary durante encontro na terça-feira

Segundo o presidente eleito, o plano de ação pós-terremoto tem quatro etapas definidas: enfrentar a necessidade dos cidadãos; dar apoio e ajuda e encontrar os desaparecidos; prestar auxílio aos feridos que estão nos hospitais; e estabelecer a ordem pública.

O anúncio de Piñera foi feito depois de a presidente do Chile, Michelle Bachelet, ter afirmado que a reconstrução do país demorará pelo menos três anos .

"Acredito que pelo menos todo o próximo governo, ou pelo menos os próximos três anos, ficarão comprometidos", disse Bachelet em uma entrevista à rádio ADN de Santiago.

Segundo ela, as tarefas de reconstrução no Chile - atual credor do Fundo Monetário Internacional (FMI) - vão exigir alguns créditos internacionais. Bachelet já tinha levantado a possibilidade de pedir auxílio financeiro internacional na terça-feira , após encontro em Santiago com a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton.

"O Chile tem recursos para uma quantidade de ações, mas vamos ter de pedir crédito ao Banco Mundial e outras instituições", afirmou.

A secretária de Estado também se reuniu com Piñera para expressar sua disposição de ajudar o Chile nos trabalhos de reconstrução. Depois do encontro, o presidente eleito afirmou que estuda ampliar a zona de catástrofe  para agilizar a distribuição de ajuda às vítimas da tragédia.

O terremoto de 8,8 graus, um dos mais fortes no mundo desde 1900, arrasou completamente alguns povoados, destruiu pontes e deixou danos milionários a indústrias-chave no centro e sul do Chile.

Segundo a companhia de avaliação de riscos americana Eqecat, os prejuízos devem ficar entre US$ 15 bilhões e US$ 30 bilhões, equivalentes a algo entre 10% e 15% do Produto Interno Bruto (PIB) chileno. Ao ser consultada a respeito, Bachelet disse que um cálculo oficial será anunciado depois que houver informações mais completas sobre a extensão do desastre.


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