Show do Odd Future é uma total confusão

Com cinco vocalistas, banda promove apresentação caótica, imprevisível e enérgica

Thiago Ney, enviado a Paulínia |

O show do novíssimo e celebradíssimo grupo Odd Future é uma total confusão - no bom e no mal sentido. De sua dezena de integrantes, cinco MCs subiram ao palco New Stage do SWU no início da noite deste sábado. Entre eles, Tyler, the Creator, sua face mais conhecida.

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Em disco, o Odd Future é dono de um rap violento, hardcore, neurótico, dark. Ao vivo, essas características são amplificadas. Os cinco vocalistas pulam e correm pelo palco, descem junto ao público (que não era grande), gritam as letras.

Esse caos chega também à estrutura do show: o grupo se apresenta sem um DJ fixo (normalmente, é Syd tha Kid), o que deixa uma impressão meio mambembe; o som sai embolado; para dar espaço a todos, entram algumas músicas fracas.

Mas esse caos é também o que faz do Odd Future um nome tão distinto em meio à mesmice careta que reina na música pop. O show corre de modo imprevisível, tenso, enérgico.

"Yonkers", música de Tyler, the Creator, é recebida com entusiasmo, mesmo com a base quase inaudível. "French!" ("I'm opening a church to sell coke and Led Zeppelin/ and fuck Mary in her ass") soa punk; em "Chordaroy", Leftbrain e Hodgy Beats se esgoelam.

A confusão dura até a última música, que demora a entrar. Mas, quando começa, abre-se uma roda de pogo no público. Falta um pouco mais de experiência ao Odd Future? Talvez. Mas a graça não é justamente essa?

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