Regina Spektor faz o show certo para o lugar errado

Gigantismo do palco atrapalhou sutilezas da performance da cantora russa

Augusto Gomes, iG São Paulo |

Voz, piano, violino, violocelo e bateria. A formação parece estranha para um show ao ar livre, diante de um público 50 mil pessoas. E realmente foi. Voz e piano, no caso, eram da cantora russa Regina Spektor, uma das atrações desse sábado do SWU. Foi uma apresentação espetacular, mas pouca gente se deu conta disso, porque as sutilezas da performance da artista se perderam no gigantismo do palco.

Os poucos que estavam perto do palco, no entanto, se deliciaram. Regina conseguiu ir do pop mais sorridente ("Folding Chair") às baladas mais densas ("Machine"), passando por um quase punk ("That Time", só voz e guitarra) ou um quase erudito ("Blue Lips").

E ainda houve as canções que misturavam um pouco de tudo isso, como as sensacionais "Après Moi", "On the Radio", "Samson" e "Fidelity", quatro canções do álbum "Begin to Hope" (obra-prima da cantora, de 2006, de onde saiu também a já citada "That Time"). Foram os pontos altos da apresentação - especialmente "Fidelity", escolhida para fechar a performance, e que foi cantada com fervor pelos fãs que estavam mais próximos do palco.

Regina comunicou-se com a plateia basicamente através de olhares e sorrisos dados quando o público aplaudia ao final das canções (às vezes, o sorriso era acompanhado de um tímido "obrigado"). Essa simpatia também só foi percebida por quem estava bem perto do palco. Além de fazer uma música cheia de sutilezas, Regina também é uma artista de gestos discretos. Num palco menor, diante de uma plateia mais próxima, seria perfeito.

    Leia tudo sobre: SWURegina Spektor

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG