Público elogia camping da edição 2011 do SWU

Apesar da melhora na estrutura, falta de árvores e interação entre os presentes incomodam

Tiago Agostini, enviado a Paulínia |

Era próximo das 16h deste domingo (13) quando as amigas mineiras Luísa Bruno Martins, Julia Bruno Martins, Isabella Braga Gontijo e Luana Andrade corriam para conseguir esvaziar seu colchão preto antes que a chuva caísse. O céu sobre o parque do SWU estava carregado e, para piorar, o vento começava a soprar forte. Querendo ver o show de Zé Ramalho - que já encerrava sua apresentação no palco Energia -, a turma se virava como podia.

Jorge Rosenberg
As amigas mineiras Luísa, Julia, Isabella e Luana no camping: elogio à limpeza e críticas aos seguranças
Naquele momento o movimento no camping era pequeno. No portão de acesso ao parque, uma pequena fila se formava devido à revista rigorosa. A opinião dos frequentadores, no entanto, é que a organização do espaço neste ano melhorou em relação ao ano passado. A dupla de amigos Renato Alves, 24, e Felipe dos Anjos, 23, de São Paulo, está acampando pela segunda vez no SWU e está satisfeita com a nova estrutura.

Um dos pontos positivos em relação a 2010 é a utilização dos banheiros. "Este ano não tem fila para os chuveiros quentes, até porque a ducha fria dá uma aliviada", diz Renato. "Com esse calor, ninguém quer tomar banho quente", brinca. Durante o primeiro dia do festival, a ducha fria era liberada. A partir deste domingo, segundo os frequentadores, a organização está cobrando fichas para cada banho, como no chuveiro de água quente.

A limpeza do local também é elogiada pelas amigas de Belo Horizonte. "A todo momento há alguém da produção passando entre as barracas para recolher os restos", comenta Luísa. Felizes com o show do Black Eyed Peas na noite de sábado, as quatro, que vieram ao SWU pela primeira vez, garantem não terem se arrependido de escolher acampar. A única reclamação das amigas era em relação aos seguranças durante os banhos. "Eles ficam olhando a gente tomar ducha, é um pouco de desrespeito", diz Luísa.

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Se a estrutura melhorou, as condições naturais do local não agradaram. A falta de árvores foi uma reclamação geral de todos os frequentadores do camping que conversaram com o iG . Além disso, o clima no local parece estar mais apático nesta segunda edição. "Ano passado tinha mais interação entre as pessoas, agora quase ninguém conversa com ninguém", diz Renato Alves.

O camping conta com uma praça de alimentação própria, que inclusive vende todos os produtos R$ 1 mais barato do que na arena - a cerveja sai por R$ 5, a água e os refrigerantes por R$ 4. Eduardo Filigoi, 24, no entanto, reclama da falta de gelo no local. "Ano passado não deixavam entrar com cerveja, mas vendia gelo. Esse ano liberaram a cerveja, mas não tem gelo pra vender", comenta.

Eduardo veio com uma turma de oito amigos de Valinhos, Minas Gerais, em dois carros. Pela segunda vez acampados no SWU, o grupo dizia não se importar muito com a escalação das bandas. "Viemos para nos divertir", diz ia Eduardo enquanto segurava a tenda fora da barraca para que o vento não a levasse embora. "Ano passado as bandas eram melhores. Queremos ver algo com guitarra, que preencha o ambiente."

Galeria de fotos: veja imagens do público que compareceu ao SWU neste sábado

Na falta de atrações mais roqueiras neste domingo, o grupo aproveitou os instrumentos montados no estande do projeto guri e montou um power trio improvisado. Bateria reta e forte combinado com baixo marcante. E, claro, uma guitarra cheia de distorção, como manda o figurino.

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