Primus faz público dançar em show no SWU

Banda veterana dos anos 80 acerta quando aposta em funk suingado

Tiago Agostini, enviado a Paulínia |

Veterano dos anos 80, o Primus fez no palco Energia uma espécie de aquecimento para o show do Faith No More. Com um palco simples - dois astronautas gigantes e um telão que mostrava imagens bizarras, como as de uma capivara no banhado -, o grupo apostou em um funk suingado para coordenar os pulos da plateia.

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O baixista Les Claypool durante o show do Primus no SWU
O baixista Les Claypool é, óbvio, a estrela da companhia. Com seu casaco cinza sóbrio, bigode fino, óculos e chapéu redondos, ele parece saído de um livro de detetive inglês do início do século 20. Sua habilidade com o instrumento, no entanto, é impressionante.

Claypool comanda o show assumindo praticamente todos os elementos das músicas. Suas linhas não se resumem a ditar o ritmo das canções: em diversos momentos elas são riffs, solos, melodias e harmonia. Pode parecer chato, mas o músico utiliza seu virtuosismo a serviço do show o tempo inteiro. Há pouco exibicionismo barato.

Entre as músicas que levantaram a plateia estavam "Jerry Was a Race Car Driver" e "Wynona's Big Brown Beaver". Com pouco mais de uma hora de show, os únicos momentos tediosos foram quando a banda apostou em seu lado mais experimental, com pequenas suítes progressivas e psicodélicas.

Menos pop que o Faith No More, o Primus demonstrou que, mesmo com a legião de camisetas pretas presente no SWU, o público nesta segunda-feira (14) também quer dançar.

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