Plateia recebe Los Hermanos com simpatia, mas sem euforia

Clima contido marca primeira apresentação da banda desde março de 2009

Pedro Alexandre Sanches, repórter especial iG Cultura |

O público do SWU recebeu com simpatia, mas sem maiores empolgações, o primeiro show da banda carioca Los Hermanos desde março de 2009 (quando o grupo abriu shows do Radiohead no Brasil). Os telões espalhados pelos dois palcos davam bandeira: por repetidas vezes, os espectadores que se percebiam flagrados pelas câmeras pulavam e se mostravam eufóricos, mas ao seu redor o clima era bem mais contido. "Toca Restart", exclamou na plateia um antipatizante mais exaltado.

O grupo fez mais uma interrupção no recesso aberto em 2007 e reapareceu tenso e romântico, como nos últimos discos, Ventura (2003) e 4 (2005), mas dando a grande parte das canções roupagens aceleradas, agressivas, mais à moda do mais tarde superado álbum de estreia, Los Hermanos (1999).

A labiríntica balada A Outra (2003) ressurgiu esquisita, com introdução e final forrados de ecos e reverberações entre a velha new age e o rock progressivo anos 2000 do Radiohead. "Que maravilha é a tecnologia", afirmou Rodrigo Amarante ao terminar de cantá-la, não se sabe se irônico ou sincero.

Em seguida, pôs-se a dizer "obrigado" repetidas vezes, a constatar que ali todo mundo falava obrigado o tempo todo, e a repetir mais uns tantos "obrigados". Sincero, irônico, ou ambos? Não se sabe, pois mais que isso não falou, nem sobre eco, nem sobre a ecologia tão cara ao conceito SWU, nem sobre nada.

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