No SWU, Céline Cousteau conclama público a 'fazer algo, e não apenas falar'

Documentarista falou na manhã desta segunda em palestra do Fórum de Sustentabilidade

Thiago Ney, enviado a Paulínia |

"Ficar aqui apenas falando não é suficiente. O importante é agir. Pegue as ferramentas que você tem e faça algo, ajude alguém."

Céline Cousteau inicia sua fala no Fórum de Sustentabilidade do SWU convocando o público a arregaçar as mangas para salvar o planeta.

Neta do famoso oceanógrafo francês Jacques Cousteau (1910-1997), Céline foi a principal palestrante da mesa Consciência e Responsabilidade, na manhã desta segunda-feira. Além dela, também falaram David Rothschild (ambientalista), Fabio Feldman (advogado), Jon Rose (surfista e ambientalista) e Milena Boniolo (química).

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Apaixonada pela Amazônia, Céline lembrou que seu avô realizou expedições à região duas décadas atrás e pediu para olharmos a floresta como algo micro, em seus detalhes.

Disse que foi à Amazônia algumas vezes para filmar e entrevistar líderes indígenas. "Tentava entender como eles lidavam com a sustentabilidade. Então perguntei: 'Como vocês fazem para viver de maneira sustentável?'. Eles olhavam para mim sem entender nada. Eu repetia a pergunta e eles diziam 'Como assim?'. Então percebi que eu estava usando a linguagem errada."

E continuou: "Os índios não entendiam o que era sustentabilidade porque era algo natural para eles. Quando cortavam uma árvore, plantavam outra no lugar. Caçavam apenas os animais que iriam comer."

Para Céline, "nós esquecemos que somos apenas uma espécie entre tantas outras no mundo. Temos que voltar no tempo, a uma época em que era natural vivermos em balanço com a natureza."

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A documentarista exibiu em telão imagens de navios abandonados e praias poluídas. E de uma baleia que sofria para se locomover porque ficou com uma rede de pesca de mais de 200 kg presa em seu corpo. "Muitas vezes não conseguimos enxergar os efeitos do que fazemos."

Mas também mostrou cenas belíssimas embaixo d'água. "Temos que inspirar as pessoas. Não podemos ficar apenas nas histórias tristes."

Ao encerrar sua fala, pediu ao público para levantar, respirar fundo, olhar para a pessoa do lado e dizer: 'Começa com você'.

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