No palco alternativo, Mombojó prefere o sossego à bagunça

Palco Oi Novo Som do SWU toma ares de oásis durante apresentação do grupo

Pedro Alexandre Sanches, repórter especial iG Cultura |

Augusto Gomes, iG São Paulo
O vocalista do grupo pernambucano Mombojó durante a apresentação no Palco Oi Novo Som
Num dia de programação dominada pelo rock pauleira em suas várias vertentes, o Palco Oi Novo Som do SWU tomou ares de oásis durante a apresentação do grupo pernambucano Mombojó, na tarde de segunda-feira. Se os camisas-pretas tomavam posse das plateias e dos palcos principais, a tenda alternativa virava alternativa de fato e dava abrigo a cores mais variadas e sons menos nervosos. Nesse arco-íris amistoso, conviviam bem até mesmo uns poucos cabelos moicanos, alguns visuais meio emo, uma ou outra camiseta (preta) do Linkin Park.

Após um início energético, com som musculoso e bem ensaiado, o Mombojó deu preferência ao lado mais lo-fi de seu repertório, ecoando ora baladas pós-Roberto Carlos (o que a banda sabe fazer como ninguém, desde que criou o grupo paralelo Del Rey), ora uma bossa nova salpicada de lounge music à moda do grupo japonês Pizzicato Five e equivalentes.

"Não quero ser o mais vendido/ nem quero falar só com seu ouvido/ eu quero entrar no seu coração", cantava em O Mais Vendido (2006) o desengonçado e charmoso Felipe S., dando o tom do circuito alternativo no último dia de festival. O público em nenhum momento se desinteressou da banda, mas no geral parecia mesmo mais a fim de sossego que de euforia. Essa só ensaiou aparecer mais adiante, quando os rapazes concederam ao público um final mais suingado e, digamos, pesado - é linguagem que o Mombojó também domina, e que faz seus shows serem sempre eficientes, quase sempre melhores que os discos.

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