Mutantes volta ao Brasil para o festival SWU

Depois de turnê extensiva por América do Norte e Europa, a banda retorna para tocar em casa

Marco Tomazzoni, iG São Paulo |

Divulgação
Os Mutantes: em alta no mercado gringo
"Estou fora de casa desde janeiro. Cheguei aqui e tive que pedir ajuda para ligar a TV." Líder d'Os Mutantes e, ao lado do baterista Dinho Leme, único remanescente da formação original, Sérgio Dias está radiante. Depois de lançar no ano passado "Haih... or Amortecedor", primeiro álbum de inéditas em mais de 30 anos, o grupo não parou de excursionar pela América do Norte e Europa. No Brasil, só chegou agora, e apenas para participar do festival SWU, onde toca neste sábado (9). Depois, volta para os Estados Unidos e Canadá.

A demora em vir para cá – ele nem lembra quando foi a última vez – tem uma resposta reticante. "Ué... Você nao conhece o Brasil?", afirma Sérgio. "A gente estava muito ocupado lá fora, tudo tem seu tempo certo." Tempo, aliás, está fora de compasso até no lançamento do disco, que só ganha edição nacional em novembro, pela Coqueiro Verde Records. O acordo com a Sony, fechado no retorno da banda, quando foi lançado o ao vivo no Barbican Theatre, em Londres, não foi para frente.

"Os caras foram burros o suficiente para não querer lançar um disco d'Os Mutantes. Na época, quando apresentamos as demos na Sony, ficou em um vai, não vai. Decidi que não ia submeter Os Mutantes a isso, não ia perder tempo com essa besteirada." Assediados pelas gravadoras de Sean Lennon e Mike Patton, entre outras, fecharam com a americana Anti.

"Tem sido um sonho, sempre quatro ou cinco estrelas na crítica", comenta, quanto à recepção do álbum. "Todo mundo falava, "não façam isso, vão depredar a história de vocês', e o resultado foi um excelente novo disco d'Os Mutantes. Tocar em Nova York, Londres, é até fácil, mas no meio de Ohio, lançando um disco em português, com todo mundo travado, ouvindo com atenção... Demais."

O show no SWU deve ser o último de Bia Mendes, a substituta de Zélia Duncan, grávida de sete meses. "Vai ter um mutantinho no palco, o Azeitona", brinca Sérgio. No repertório, apenas duas músicas do último disco. De resto, só sucessos. "Espero, depois, fazer um show de lançamento digno do novo disco. É uma questão, antes de tudo, de retribuir a dedicação e afeto do nosso público."

A turnê pelo Brasil deve acontecer em 2011, talvez até com a participação de Tom Zé, um dos principais parceiros de Sérgio nas novas composições. "A gente está extremamente feliz, é tão bom se encontrar aqui, estar no estúdio. Estamos nos se divertindo tanto... Só tenho de agradecer ao universo."

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