Kanye West marca SWU com show de duas horas

Apresentação megalomaníaca teve dançarinas, cenário grego, lasers e samplers de clássicos

Thiago Ney, enviado a Paulínia |

Kanye West é único. A megalomania e a cafonice inundam suas apresentações ao vivo, mas a originalidade e a diversão também estão presentes. Tudo junto.

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Na noite deste sábado, West cantou por duas horas no SWU . O palco estava tomado por incontáveis dançarinas, por músicos de apoio e com um cenário rocambolesco que misturava estátuas gregas com laser e luzes laranjas.

Se no início da carreira West estava intimamente associado ao rap (tanto como produtor quanto como vocalista), hoje ele é um cantor pop. O rap está ali, mas dividindo espaço com o rock, com a dance music, com o soul, com o progressivo. Pretensão não é um defeito para Kanye West.

A apresentação começa com "Dark Fantasy", faixa de seu último disco, "My Beautiful Dark Twisted Fantasy" (2010). É seguida por "Power" e "Jesus Walks" - as duas últimas, grandes momentos, atestam a capacidade de Kanye West como produtor.

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Após meia hora, acaba o "primeiro ato". Sim, o show é dividido em dois atos. No "segundo ato", West parece querer mostrar ao mundo que é um cantor e compositor sério, preocupado e incomodado com questões existenciais. O show fica lento, arrastado.

Mesmo com uma carreira já estabelecida, Kanye West não se acomoda. Tenta soltar algo diferente. Ultimamente, tem feito experimentações com voz e arranjos. Em disco, soa interessante. Ao vivo, tira o ritmo do show - abusa muito de vocoders e um riff de guitarra setentista dói no ouvido.

Como vocalista, West é apenas razoável ( Jay-Z , com quem vai sair em turnê ainda neste ano, o atropela ao vivo). Mas como produtor ele está entre os melhores. Os beats de "Flashing Lights", "Stronger" e "Runaway" são contagiantes.

Leia também: Assista a clipe da música 'Otis', de Jay-Z e Kanye West

Em "Gold Digger", na qual sampleia Ray Charles, ele interrompe a canção para pedir mais vibração ao público, que após quase duas horas já estava cansado. A apresentação é encerrada pela balada "Hey Mamma". Mas, antes, há ainda citações a "We Will Rock You", do Queen, e "Chariots of Fire", o inesquevícel tema de Vangelis para o filme "Carruagens de Fogo". Kanye West não é fácil.

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