Apresentação no festival foi a primeira da banda norte-americana no Brasil

O mau tempo e a garoa insistente na região do SWU , em Paulínia (interior de SP) pelo menos serviram para que o show do Black Rebel Motorcycle Club não ficasse tão deslocado nesta tarde de segunda-feira.

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Tanto a música (guitarras distorcidas, muitas vezes lenta, climática, soturna) como o visual do trio (todos de preto) não combinariam se o palco principal do festival estivesse sob o sol que apareceu no sábado.

Foi o primeiro show no Brasil da banda californiana surgida na esteira do novo rock de 2000. Se a postura do grupo no palco é de pouca conversa com o público, a escolha do setlist buscou agradar aos fãs: tocaram músicas que ilustram toda sua história.

Abriram em tom denso, com "666" e "Berlin". A energia esteve contida até aparecer um dos principais hits do grupo, "Love Burns". As pegadas de guitarra e bateria deram suporte sólido ao pegajoso refrão.

Outros hits vieram, como "Weapon of Choice", "Spread the Love" (mais encorpada ao vivo do que em estúdio) e, para fechar, "Whatever Happened to My Rock'n'Roll". A antiga faixa, primeiro sucesso da banda, foi tocada com vontade - sabiam que ela nunca havia sido ouvida ao vivo por aqui. Encerramento perfeito.

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