Black Eyed Peas e Kanye West dividem atenções no SWU

Apresentações cheias de pirotecnias e hits marcam o primeiro dia da edição de 2011

Tiago Agostini, enviado a Paulínia |

Duas atrações dividiram o foco das atenções no primeiro dia do SWU com shows de duas horas. Kanye West marcou pela megalomania: muitas dançarinas no palco, show em dois atos, cenário com estátuas gregas e mais. Já o Black Eyed Peas apostou na empatia com o público fanático e abusou em uma versão quilométrica de "I Gotta Feeling".

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Com uma área quatro vezes maior que no ano passado, o SWU recebeu um público de 64 mil pessoas em seu primeiro dia. Em alguns momentos, a fila para a entrada chegava a demorar 30 minutos, devido à revista no portão de acesso. O fato inusitado foi o forte cheiro de desodorante em alguns momentos. Obrigadas a se desfazerem dos frascos na entrada, meninas davam banho do produto nas amigas .

O primeiro dia do festival foi marcado pelo calor escaldante , que levou 19 pessoas a serem atendidas nos postos médicos até as 16h - uma inclusive com queimadura de primeiro grau. Para fugir do sol, valia até se esconder embaixo de um tablado montado para os deficientes físicos.

Última atração da noite, o Black Eyed Peas abusou da paciência do público com um show longo e auto-indulgente. Mesmo voltando ao Brasil um ano após uma turnê de nove shows, a banda provou a força de seu pop certeiro causando comoção no público, antes mesmo do festival. Teve fã que chegou dois dias antes para ficar na frente do palco e até fã que dormiu na rua para ver a banda.

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Em show no palco Consciência, Kanye West mostrou que seus dotes como produtor superam sua performance como vocalista. Sem limitar sua música a um único gênero, o músico fez uma apresentação complexa, alternando ótimos beats, como em "Stronger" e "Runaway", e experimentações com voz e arranjos. Um show com pretensão pop. E isso não é um defeito.

Pela manhã, no Theatro Municipal, um dos astros do festival cantou apenas um singelo "Parabéns a Você" para o Planeta Terra. Neil Young , do alto de seus 66 anos - completos neste sábado -, abriu o II Fórum de Sustentabilidade e frustrou quem esperava uma performance surpresa. Do repertório do músico, apenas "Hey Hey, My My", tocada pela orquestra "Projeto Guri".

Young subiu ao palco para ressaltar a importância de preservar o meio-ambiente, elogiou o Brasil por investir em fontes renováveis de energia e incentivou os jovens a cuidarem do futuro do planeta. Além disso, provou ter bom humor. "Tenho vários hábitos maus. Não me ouçam. Não ouçam seus pais. Ouçam seu coração".

O Cruz , grupo de jovens paulistas radicados nos Estados Unidos, foi a primeira banda a se apresentar, às 14h30, no palco New Stage. Nos palcos principais, quem abriu os trabalhos foi Emicida , que fez o público passear, em 45 minutos, pela história do rap nacional. No palco Consciência, ele cantou Racionais, Xis, Thaide e ainda citou Jorge Ben.

Após as apresentações dos brasileiros Copacabana Club e Miranda Kassin e André Frateschi, a dupla nova-iorquina Matt & Kim fez um ótimo show no New Stage. Começando com uma citação de "The Final Countdown", do Europe, o duo abusou do despojamento. O ponto alto foi quando a baterista "subiu" nas mãos do público e dançou até o chão, ao som de "Pon De Floor", do Major Lazer.

Já o Odd Future , coletivo de rap da Califórnia, fez uma apresentação caótica - para o bem e para o mal. Mais violento, neurótico e hardcore do que em disco, o grupo se apresentou sem DJ fixo, provocando um show imprevisível e tenso. Enérgica, a apresentação terminou com uma roda de pogo. Às 19h45, o Ghostland Observatory subiu no New Stage para encerrar as atividades do palco, em uma performance com pouquíssimo público.

Desafio SWU: ouça a música e acerte o nome do artista

Enquanto isso, Michael Franti e Soja se alternaram nos palcos Energia e Consciência. Marcelo D2 entrou às 18h no palco Consciência e fez um show irregular. Após empolgar a plateia com sucessos de seu disco "À Procura da Batida Perfeita", o músico tocou duas músicas do Planet Hemp, sua antiga banda, o que esfriou a plateia. "Qual É?", que encerrou o show, contou com a participação de Emicida. Logo depois, Damian Marley homenageou seu pai com algumas músicas, como "Exodus", "Could You Be Love" e "Is This Love".

Snoop Dogg se amparou em sua enorme quantidade de hits para fazer um show despojado e um tanto quanto preguiçoso. Sem muita produção, o rapper comandou o ritmo com músicas como "Beautiful" e "I Wanna Fuck You". Ao final, largou o ar blasé e saiu do palco sambando ao som de "Minha Fantasia", do Só Pra Contrariar".

Galeria de fotos: veja imagens do público que compareceu ao SWU neste sábado

O SWU continua neste domingo (13), a partir das 14h30, com o show da banda Apolonio no palco New Stage. Entre os destaques da programação estão Lynyrd Skynyrd, Peter Gabriel, Duran Duran e Hole .

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