311 mistura referências sem personalidade no SWU

Show morno tem solo de bateria e momento percussivo

Tiago Agostini, enviado a Paulínia |

O 311 é uma banda esquizofrênica: ao mesmo tempo que reúne um pouco de diversas referências (reggae, funk, hardcore), não define em momento algum qual seu estilo. Apesar de ser do Nebraska, a banda de bons moços poderia muito bem ter saído da ensolarada cena da Califórnia.

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Com o som baixo, a banda abriu o show com "Beautiful Disaster". A chuva deu uma trégua e os fãs corriam ao ouvirem os primeiros acordes. Perto do palco, no entanto, chamava a atenção de uma parte do público um rapaz que carregava um cartaz de papelão com anunciando "aditivos".

Se falta punch na performance musical, os integrantes do 311 compensam com disposição. Os dois vocalistas correm o tempo inteiro e o baixista Aaron Wills - destaque com suas linhas pulsantes que abusam do slap - se esforça nas caras e bocas. A bateria de Chad Sexton, no entanto, deixa o clima morno.

Mesmo assim, a banda teve um solo de bateria no meio do show. Não contentes com o momento brega, trouxeram mais quatro surdos para a frente do palco para um momento percussivo desleixado, em que todos tocavam juntos.

"Down", um dos sucessos da banda, fechou a apresentação morna. O 311, no final, é inofensivo, típico grupo feito por e para meninos criados com sucrilhos no prato.

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