Um levantamento feito pelo Ministério do Desenvolvimento Social a pedido do jornal O Estado de S. Paulo mostra que em 18 cidades com mais de 500 mil habitantes o acompanhamento sobre as contrapartidas de saúde do Bolsa Família é feito em menos de 50% das famílias beneficiadas.

Um levantamento feito pelo Ministério do Desenvolvimento Social a pedido do jornal O Estado de S. Paulo mostra que em 18 cidades com mais de 500 mil habitantes o acompanhamento sobre as contrapartidas de saúde do Bolsa Família é feito em menos de 50% das famílias beneficiadas. A situação pior ocorre em São Paulo, a cidade mais rica do País: apenas 21,2% dos beneficiários responde pelas contrapartidas.

Os municípios devem verificar o cumprimento de consultas de pré-natal para gestantes e a vacinação de menores de seis anos. O acompanhamento não é feito porque a Prefeitura também deixa a desejar em outros programas, o Saúde da Família e os Agentes Comunitários de Saúde.

Apenas um terço da população paulistana é coberta pelos programas, o que dificulta a verificação dos cartões de vacinação e pré-natal e o fluxo de informações. “Esse é o principal problema na área de saúde. Sem o PSF ou os agentes comunitários os municípios não conseguem chegar na população mais pobre”, explica a secretária de renda e cidadania do ministério, Lúcia Modesto.

Em resposta por e-mail, a Secretaria de Assistência Social do município de São Paulo afirma que há um problema de “retorno da rede de saúde” porque o sistema de informações dos postos são diferentes e não se reconhecem, mas que o município está desenvolvendo um sistema único, informou o órgão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

AE

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