Só tenho medo da inveja e de ressentimentos, diz Serra

Em meio a uma guerra jurídica entre PT e PSDB, o presidenciável tucano, José Serra, afirmou hoje não temer ações judiciais ou dossiês contra sua candidatura. "Não tenho medo de nada.

iG São Paulo |

Em meio a uma guerra jurídica entre PT e PSDB, o presidenciável tucano, José Serra, afirmou hoje não temer ações judiciais ou dossiês contra sua candidatura. "Não tenho medo de nada. Tenho medo só da inveja dos outros ou de ressentimentos", disse, em entrevista, após participar do evento para lançamento da pré-candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) ao governo de São Paulo, na capital paulista.

Pouco antes, em discurso, Serra destacou uma característica do "estilo" tucano de governar: "Nós não demonizamos a oposição, não praticamos a violência, não organizamos dossiês." As eleições de 2006, quando Alckmin disputou a Presidência e Serra, o governo paulista, foram marcadas pelo "escândalo dos aloprados". A Polícia Federal denunciou a existência de um falso dossiê sobre corrupção que seria usado por petistas contra os candidatos tucanos.

Serra tentou, em entrevista, minimizar a chuva de representações encaminhadas à Justiça Eleitoral tanto pelo PT quanto pelo PSDB. "Não acho que seja uma guerra jurídica. Se você acha algo errado, a quem você vai recorrer? À Justiça, porque não há outra possibilidade", disse. "Acho normal, não me deixa perturbado. São as regras do jogo."

O tucano negou que tivesse ocorrido alguma irregularidade na cerimônia promovida hoje pelo PSDB e quatro partidos aliados. "Não tem nenhum uso da máquina", disse Serra. "Por outro lado, são encaminhamentos. A caminhada de verdade começa depois das convenções, mas você não é proibido de manifestar sua vontade, seus desejos, suas disposições." Serra disse não se sentir à vontade para comentar decisões da Justiça. "Não me cabe opinar se alguém usou ou não a máquina. Quem toca isso é o partido. E a Justiça decide."

De acordo com o PSDB, o evento de hoje custou entre R$ 200 mil e R$ 250 mil, pagos pelo partido. O ato reuniu 5 mil pessoas em um centro de convenções na zona norte da capital e emprestou palco para pedidos de votos de tucanos e aliados. "O futuro depende de eleger Serra no Brasil e Alckmin em São Paulo", afirmou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em discurso. Os pré-candidatos ao Senado, Aloysio Nunes (PSDB) e Orestes Quércia (PMDB) foram além. "Vamos votar no presidente Serra e no governador Alckmin", conclamou Quércia. "Pelas mãos de vocês, as portas do Senado se abrirão para Quércia e para mim", disse Aloysio.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG