SIP denuncia 2 assassinatos de jornalistas brasileiros perante a CIDH

Miami, 4 mai (EFE).- A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) informou hoje que apresentou perante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) os casos de dois jornalistas brasileiros assassinados em 1995 e 2001 que permanecem impunes.

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Miami, 4 mai (EFE).- A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) informou hoje que apresentou perante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) os casos de dois jornalistas brasileiros assassinados em 1995 e 2001 que permanecem impunes. A SIP, com sede em Miami, explicou que remeteu à CIDH uma denúncia formal em que pede ao organismo que pressione o Brasil para que avance nas investigações dos assassinatos de Nivanildo Barbosa Lima e Jorge Vieira da Costa. Barbosa Lima, jornalista do jornal "Ponto de Encontro", na cidade de Paulo Alfonso (BA), foi assassinado em julho de 1995. Ele tinha 27 anos de idade e tinha sido ameaçado de morte em várias ocasiões por denunciar grupos de extermínio da região. A Unidade de Resposta Rápida da SIP descobriu que o caso tinha sido arquivado e depois reaberto sem que mostrasse avanços. Embora o caso de Barbosa Lima tenha sido incluído em uma lista de dez jornalistas assassinados na década de 1990, homenageados em 2009 pelas autoridades da Bahia, o crime segue impune. A segunda investigação da SIP apresentada à CIDH foca no assassinato de Vieira da Costa, da "Rádio Tropical", em Teresina (PI). O jornalista sofreu um atentado em 2001 e morreu sete dias mais tarde devido aos ferimentos que sofreu. Vieira da Costa também o tinha sido ameaçado de morte. O Governo prendeu três pessoas em 2005 pelo assassinato, mas só uma delas permanece na cadeia. Os supostos autores intelectuais conseguiram frear o processo judicial e ainda não foram julgados, destacou a SIP em comunicado. "Esperamos que, com a intermediação da CIDH, cheguemos a um bom diálogo com o Estado do Brasil, que demonstrou seu compromisso para abrir novos processos judiciais em outros assassinatos contra jornalistas", assinalou Alejandro Aguirre, presidente da SIP. Desde 1997, a organização apresentou 26 casos de assassinatos de jornalistas cometidos no Brasil, Colômbia, Guatemala, México e Paraguai perante a CIDH. Até o momento a CIDH admitiu 11 casos e 12 estão em trâmite. EFE emi/pb

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