Sinterp aciona advogado de Silval na Justiça

Francisco Faiad terá de esclarecer acusação contra Sindicato por falsificação de documento durante campanha eleitoral

Kelly Martins, iG Cuiabá |

O Sindicato dos Trabalhadores da Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Pública de Mato Grosso (Sinterp) protocolou hoje um pedido de interpelação criminal contra o advogado Francisco Faiad, coordenador jurídico da campanha do governador reeleito Silval Barbosa (PMDB).

Os membros do sindicato são servidores da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e acionaram o advogado após acusá-los de terem fraudado um documento.

Ocorre o documento serviu como prova para a ação de investigação judicial contra o governador por abuso de poder na campanha à reeleição e que tramita no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT).

A interpelação foi protocolada no Juizado Especial Criminal.

A alegação do presidente do sindicato, Gilmar Brunetto, é de que Faiad fez acusações, mas não apresentou provas, tão menos quais seriam os “responsáveis” por fraudar o ofício encaminhado à Empaer chamando os funcionários para irem ao comitê do governador.

“A entidade não coaduna que qualquer de seus membros, seja sindicalizado ou diretor, tenham envolvimento em fraudes, tão pouco em medidas de má fé para prejudicar o resultado do pleito eleitoral”, argumentou.

O mesmo documento será entregue ao corregedor-geral do Tribunal, desembargador Márcio Vidal, responsável pela ação de investigação contra a coligação de Silval protocolada durante a campanha pelo então adversário na disputa ao Governo Mauro Mendes (PSB).

O socialista alegou que Silval teria convocado uma reunião política com servidores da Empaer, após o expediente de trabalho, e pediu votos aos funcionários.

A reunião teria sido realizada no comitê de campanha do peemedebista. Detalhe: a denúncia revela que as despesas com diárias e transporte foram integralmente pagas pelos cofres estaduais para que servidores da pasta em diversos municípios mato-grossenses estivessem presentes.

Por outro lado, o presidente da Empaer, Enock Alves dos Santos, defende que convocou os servidores apenas para uma reunião institucional no dia 5 de agosto e que foi realizada no período da tarde.

Garantiu ainda que teria apenas convidado verbalmente as pessoas para o ato político realizado a partir das 18h daquele mesmo dia.

Mas a coligação de Mendes apresentou na representação cópia do documento que aponta a convocação, o que pode ser considerado abuso de poder político e econômico.

O procurador Tiago Lemos disse que foram anexados à ação fotografias, áudios e documentos do órgão sobre a participação de servidores no ato político.

O advogado Francisco Faiad assegurou ter provas de que o ofício convocando os diretores, gerentes e coordenadores da instituição para uma reunião foi fraudado.

Porém, preferiu não levantar suspeita de quem seria o autor do "crime".

“Posso comprovar que o documento não é verdadeiro, agora quem foi não sei”, afirmou, acrescentando que o documento original. Ele avalia ser fácil alterar as informações contidas. "É só escanear o ofício e alterar”, acrescentou, ao pontuar que não se pode acusar o grupo de Mendes e nem os membros do Sinterp.

No processo de investigação conduzido pela Corregedoria do TRE-MT já foram ouvidos o presidente da Empaer e mais cinco servidores arrolados como testemunha de defesa.

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