Silval quer montar governo `suprapartidário¿

Governador reeleito pretende reunir lideranças dos partidos que lhe deram apoio durante a campanha

Kelly Martins, iG Cuiabá |

O governador Silval Barbosa (PMDB), reeleito no primeiro turno com 51,21% dos votos, o que representa 759.850 eleitores, garante que vai “zerar” a administração para decidir o governo com os aliados.

O peemedebista quer montar uma composição suprapartidária e informou que um dos primeiros passos será se reunir com os partidos que fizeram parte da campanha de reeleição Pró-Silval.

"Nós vamos compor o governo com quem nos ajudou a ganhar. Possuímos uma força partidária muito grande e queremos trabalhar em conjunto", destacou.

Além do PMDB, Silval contou com o apoio do PT, PR e PP. Também tinha na aliança sete partidos nanicos que fizeram parte da chamada Frentona (PTN, PTC, PSC, PRP, PRB, PCdoB e PHS).

O governador destacou que o apoio dos prefeitos do interior foi fundamental para sua reeleição. "Quero ser um governador municipalista, eu sabia que os municípios do interior me dariam resposta. E está aí. Graças a Deus", pontua.

A declaração vai de encontro com as denúncias feitas pelos adversários Mauro Mendes (PSB), que saiu derrotado com 31,85% dos votos, e Wilson Santos (PSDB).

Ambos acusam o Chefe do Executivo de comprar apoio de prefeitos que, em tese, pertenciam as suas coligações.

O superfaturamento de R$ 44 milhões na compra de maquinários também foi alvo de ataques contra Silval, que rebateu logo após o resultado final das eleições, qualquer envolvimento no caso.

O peemedebista anunciou que "os autores das denúncias vão responder na Justiça".

Barbosa reafirmou a proposta de dar uma atenção especial a Cuiabá. Ele garantiu que, nos próximos quatro anos, vai "transformar" a infraestrutura da capital mato-grossense e da Baixada.

Mostrando estar disposto a ter parcerias com os prefeitos, Silval anunciou que vai agendar uma reunião com Chico Galindo (PTB), prefeito da Capital, para resolver as obras do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), que estão paralisadas.

“São ações que a Baixada necessita de uma solução urgente. Vou conversar com o prefeito para resolver o mais rápido possível”, finalizou.

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