Governador reeleito discute com prefeito de Cuiabá soluções que permitam recuperar investimentos no Estado

Na tentativa de agilizar o andamento da polêmica obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de Cuiabá, o governador Silval Barbosa (PMDB) busca uma solução com o prefeito Chico Galindo (PTB) para a retomada de obras paralisadas há mais de um ano.

Um dos pontos em conflito é a determinação judicial contra o decreto da Prefeitura Municipal para que uma das empresas licitadas antes da paralisação retome as obras.

O candidato derrotado ao governo Wilson Santos (PSDB) foi quem suspendeu os contratos da primeira licitação enquanto prefeito da Capital.

Foi esse decreto que permitiu novo processo licitatório apesar dos recursos judiciais das empresas.

O governador Silval Barbosa afirma que a situação precisa ser resolvida e garante que dará agilidade para o retorno da obra, alvo de polêmica entre o Governo e a administração municipal.

O peemedebista tenta eliminar toda "rusga" do passado e articula viabilizar o projeto com o governo federal, pois, sabe da importância que poderá ter no segundo turno das eleições para à Presidência.

Como cabo eleitoral da candidata de Dilma Rouseff – mãe do PAC – Silval tenta reverter os reflexos negativos do PAC no Estado, o qual já foi alvo de investigação por fraude em licitações e culminou com a prisão de 11 pessoas, entre servidores e empreiteiros.

Galindo deverá entregar esta semana toda a documentação referente ao PAC 1 em reunião agendada com Silval e representantes do Ministério das Cidades.

O prefeito explicou que está sendo analisada a situação jurídica da licitação dos lotes para definir quais empresas ficarão responsáveis por realizar as obras.

“Não sabemos como vai ficar. O Ministério (das Cidades) vai dizer qual o procedimento com as empresas que ganharam na nova licitação. Eu vou me reunir com os empresários, mas vamos cumprir a determinação”, frisou.

O PAC em Cuiabá prevê investimentos de R$ 240 milhões em obras de infraestrutura e saneamento.

O atual processo licitatório foi dividido em 8 lotes. Os de número 2, 4, 7 e 8 já tiveram as empresas escolhidas, mas os contratos estão sob análise do governo federal para emissão de ordem de serviço.

O Programa vem gerando muita polêmica desde 2007, quando foram realizadas as primeiras licitações pelos dois municípios.

Desde então, o caso virou até assunto da Polícia Federal, que deflagrou a operação Pacenas, no ano seguinte, ao detectar fraudes nos processos licitatórios.

À época, o procurador-geral do município, José Antônio Rosa, foi preso por ter liberado as licitações enquanto presidente da Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap), órgão responsável pelos certames.

Todos os suspeitos já ganharam a liberdade.

O inquérito aberto contra a administração do tucano Wilson Santos, no entanto, foi arquivado no último mês de julho pelo Tribunal Regional Federal da 1º Região.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.