Silval e Maggi acompanham eleição fora da Capital

Governador e senador eleitos votam em Matupá e Rondonópolis, respectivamente

Kelly Martins, iG Cuiabá |

Ao contrário do primeiro turno, o governador Silval Barbosa (PMDB) e o ex-governador e senador eleito Blairo Maggi (PR), não irão acompanhar o resultado da eleição presidencial hoje em Cuiabá.

Silval, um dos principais cabos eleitorais da presidenciável Dilma Rousseff (PT), vota em Matupá, município o qual foi prefeito, e vai aproveitar o período de feriado prolongado para descansar com a família no interior do Estado.

Blairo Maggi acompanhará o pleito em Rondonópolis (distante 204 km de Cuiabá), cidade onde possui o registro eleitoral.

Silval Barbosa buscará ampliar o espaço ocupado pela base aliada da petista em Mato Grosso no governo federal. "Percebemos que com apenas dois cargos conseguimos obter muitas vantagens e, por isso, queremos aumentar a representatividade", declarou.

O peemedebista se refere ao diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, e o secretário-executivo do Ministério das Cidades, Rodrigo Figueiredo, representando o Estado. A tendência é que seja reivindicado algum ministério.

Pagot atua como coordenador da campanha pró-Dilma e garante não estar preocupado com cargo. Ele explica que no caso de a petista ser eleita e não nomeá-lo para nenhuma função no Governo Federal, irá retornar para os trabalhos na iniciativa privada.

Agora, no entanto, Silval avalia que o momento é de lutar para que Dilma saia vitoriosa do segundo turno contra o adversário José Serra (PSDB), que teve mais votos no Estado do que a candidata do PT.

Hoje, a busca é pela reversão desse quadro.

Líderes do bloco apoiador do presidenciável José Serra, como o senador Jayme Campos (DEM), o ex-prefeito Wilson Santos (PSDB), além do tucano e ex-senador Antero Paes de Barros, também irão aproveitar a data para colocar em prática estratégia de acompanhamento ininterrupto das ações referentes ao processo eleitoral.

Com a derrota de Wilson Santos ao governo, a expectativa do seu grupo é de que, se Serra sair vitorioso na briga pelo Palácio do Planalto, o tucano possa ser indicado a ocupar algum cargo na administração do correligionário.

Santos enfrentou uma derrota "amarga", pois no início da campanha liderava as pesquisas de intenções de voto, teve uma "queda" drástica, caindo em seguida para a terceira colocação, onde permaneceu até o fim do primeiro turno.

Desde então, o ex-prefeito prefere manter o silêncio sobre os motivos que levaram a sua derrota que culminou com a renúncia ao mandato restando ainda um ano e nove meses para encerrá-lo.

Wilson Santos garante apenas já ter superado o fracasso nas urnas. "Isso é passado. Já estou em outra", declarou. Porém, preferiu não adiantar quais serão suas pretensões pessoais futuras.

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