Seul vai usar prudência contra Coreia do Norte por afundamento de navio

Seul, 21 mai (EFE).- O presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, garantiu nesta sexta-feira que a Coreia do Sul responderá com prudência ao ataque ao navio "Cheonan", atribuído à Coreia do Norte e considerado uma "provocação militar" por Seul, informou a agência sul-coreana "Yonhap".

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Seul, 21 mai (EFE).- O presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, garantiu nesta sexta-feira que a Coreia do Sul responderá com prudência ao ataque ao navio "Cheonan", atribuído à Coreia do Norte e considerado uma "provocação militar" por Seul, informou a agência sul-coreana "Yonhap". Lee, que convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança Nacional para discutir medidas contra o regime de Kim Jong-il, assegurou que o ataque à embarcação, que causou a morte de 46 tripulantes, é uma violação do armistício que marcou o fim da Guerra da Coreia (1950-53). É a primeira vez que Lee convoca o Conselho de Segurança Nacional - integrado pelo primeiro-ministro, os ministros de Exteriores, Defesa e Unificação, e o chefe dos serviços de Inteligência - desde o ano passado, quando Pyongyang realizou seu segundo teste nuclear. A decisão tomada pelo grupo de líderes será divulgada na próxima semana, através de um discurso de Lee que será transmitido ao vivo. O Governo sul-coreano deseja tomar medidas junto à comunidade internacional. A imprensa local descarta uma possível resposta militar da Coreia do Sul devido ao risco de conflito na instável península coreana. A equipe internacional de investigadores encarregados de esclarecer o afundamento da embarcação de 1.200 toneladas disse na quinta-feira que um submarino norte-coreano entrou em águas sul-coreanas do Mar Amarelo (Mar Ocidental) no dia 26 de março e atingiu o navio com um torpedo, algo que a Coreia do Norte negou em várias ocasiões. No afundamento, morreram 46 dos 104 tripulantes, naquele que foi o incidente mais grave ocorrido na disputada fronteira marítima do Mar Amarelo entre as duas Coreias desde o fim da guerra entre as duas nações, em 1953. Além disso, espera-se que a Comissão Militar do Armistício, estabelecida pelo Comando das Nações Unidas que negociou o acordo, forme uma equipe especial para verificar o resultado da investigação sobre o "Cheonan", que teve participação de especialistas de vários países. EFE ce-jmr/fm

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