Serviço secreto de Israel censura publicação de detenção de ativista

Jerusalém, 9 mai (EFE).- O serviço secreto de Israel voltou a recorrer à censura, pela segunda vez em meio ano, para impedir que a imprensa divulgasse informações sobre a detenção há vários dias de um civil no país, neste caso um ativista e escritor árabe-israelense.

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Jerusalém, 9 mai (EFE).- O serviço secreto de Israel voltou a recorrer à censura, pela segunda vez em meio ano, para impedir que a imprensa divulgasse informações sobre a detenção há vários dias de um civil no país, neste caso um ativista e escritor árabe-israelense. A recente detenção do ativista, identificado em vários blogs como Emir Mahul, diretor da organização árabe de direitos civis Ittijah, causou polêmica entre os veículos de comunicação locais, que protestaram contra a aplicação de uma medida que deveria ser reservada para situações de emergência nacional. Trata-se, além disso, da segunda detenção desde dezembro que o serviço de segurança interior, o Shabak, realiza em segredo. Nesse caso, a imprensa israelense começou hoje a divulgar sites onde é possível obter detalhes sobre a detenção de Mahul, conhecido escritor e diretor do Comitê Público para a Liberdade Política. O site da ONG palestina Addameer informa que Mahul foi preso em Haifa, no norte de Israel, na quinta-feira passada, em uma operação de 16 agentes do Shabak e policiais que invadiram sua casa, se apropriaram de documentos, mapas, telefones celulares, computadores, uma câmara fotográfica e uma gravadora. Sua mulher, Jana, relata que os agentes se negaram a identificar-se e se limitaram a apresentar uma ordem para sua detenção por "razões de segurança". Um juiz da cidade de Petahtikva, a nordeste de Tel Aviv, prorrogou a detenção em seis dias e concedeu aos agentes 48 horas para interrogar o ativista à revelia de seu advogado. A detenção seguiu uma ordem de emergência ditada pelo ministro do Interior de Israel, Eli Yishai, no dia 21 de abril, proibindo que o escritor saísse do país por representar uma "séria ameaça". Masu Gnaim, deputado da Lista Árabe Unida, um dos partidos árabes com representação no Parlamento israelense, qualificou o caso de "terrorismo policial", cujo único objetivo é "calar a boca" do povo. EFE elb/pd

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