Serra vence mais uma vez em MT

Embora derrotado na corrida presidencial no país, PSDB mostrou que possui eleitorado fiel no Estado

Kelly Martins, iG Cuiabá |

O PSDB assim como fez no primeiro turno eleitoral venceu o PT em Mato Grosso e manteve a preferência da maioria dos eleitores neste domingo ao candidato a Presidente José Serra.

Com 100% das urnas apuradas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), o tucano contabilizou 51,11% dos votos válidos enquanto a adversária Dilma contou com 48,89%.

No primeiro turno, Serra foi o mais votado com 678,6 mil votos (44,16%) e a petista recebeu 659,7 mil votos (42,94%).

Apesar da ex-ministra ter vencido nos principais colégios eleitorais como Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis, o grupo político ligado ao governador Silval Barbosa (PMDB) não conseguir evitar a derrota da candidata.

O coordenador da campanha Pró-Dilma no Estado, Luiz Antônio Pagot, que também é diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura (DNIT), garantiu que "quem perde tem que avaliar os motivos".

Ele disse que vai se reunir com a base aliada e até com o governador para analisar os fatores que garantiram a vitória tucana.

Demonstrando descontentamento, Pagot aproveitou para apontar que a principal resistência ao nome de Dilma veio dos grupos religiosos, em especial, católicos e evangélicos.

"Essa situação não ficou muito bem explicada. Apesar das cartas enviadas pelas igrejas e das declarações dadas, a situação não foi esclarecida e perdemos com isso", frisou.

O coordenador cita ainda que Mato Grosso possui mais de 200 mil evangélicos e que a maioria se manteve neutra no segundo turno por se sentir confusa com as denúncias de que a candidata era favorável ao aborto e ao casamento homossexual.

Outro fator mencionado se refere às ações da Policia Federal que atingiram madeireiros e os problemas com a questão ambiental. A operação Jurupari, por exemplo, contou com 90 mandados de prisão expedidos contra engenheiros, empresários e assessores.

O licenciamento ambiental pela secretaria estadual de Meio Ambiente (Sema) também seria travado, segundo ele, pela burocracia. Já outro ponto é quanto ao trabalho escravo cuja estatística está alto índice no Estado.

"A classe ruralista estava determinada a votar no Serra porque se sentiram atingidos pela falta de política pública. Isso terá que ser revisto", finalizou.

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