Países ocidentais apoiavam regime do xá Mohammad Reza Pahlevi, derrubado pela Revolução Islâmica em 1979

O programa nuclear do Irã começou na década de 50 e teve o apoio dos Estados Unidos e de países europeus até a Revolução Iraniana de 1979, que derrubou o xá Mohammad Reza Pahlevi e transformou o país em uma teocracia comandada pelo aiatolá Ruhollah Khomeini (1979-1989).

Em meados da década 90, um novo esforço para produção nuclear foi retomado, levantando suspeitas de que o país poderia ter como objetivo a construção de armamento nuclear. Em 2002, um grupo de exilados iranianos obteve documentos que revelavam um programa nuclear clandestino no país.

Confrontado com a possibilidade de sofrer sanções internacionais, o governo do então presidente moderado Mohammad Khatami (1997-2005) concordou em suspender as atividades e permitir a inspeção da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Um ano depois, o Conselho de Segurança da ONU aprovou, por unanimidade, uma resolução que proíbe o fornecimento, venda ou transferência de todos os itens, materiais, equipamentos, bens e tecnologia que possam contribuir para o enriquecimento de urânio ou produção de armamento capaz de favorecer o lançamento de ataques nucleares por parte do Irã.

Em março de 2008, a ONU impôs uma última rodada de sanções, que incluem a proibição de viagens internacionais para cinco autoridades iranianas e o congelamento de ativos financeiros no exterior de 13 companhias e de 13 autoridades iranianas.

Atualmente o Irã diz enriquecer urânio a 20% para o funcionamento de seu reator nuclear, supostamente projetado para produzir isótopos para fins medicinais. Para construir uma bomba atômica, é necessário ter urânio enriquecido em ao menos 90% (link para o "saiba mais sobre o enriquecimento de urânio).

Ao chegar ao poder em 2005, o conservador de linha dura Mahmoud Ahmadinejad ligado fortemente aos aiatolás, anunciou que o país retomaria suas atividades de enriquecimento de urânio.

Ao contrário da Coreia do Norte, que já possui a bomba atômica, suspeita-se que o Irã esteja a caminho da fase final do processo de enriquecimento de urânio necessário para a produção das primeiras ogivas.

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