Obama e Hu concordam em aumentar pressão contra Irã, diz Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o presidente da China, Hu Jintao, concordaram em aumentar a pressão contra o Irã por seu programa nuclear, informou Jeff Barber, um alto funcionário da Casa Branca, nesta segunda-feira.

iG São Paulo |


Segundo Barder, o Irã foi o principal assunto na reunião de mais de uma hora entre Obama e Jintao, que ocorreu nesta segunda, antes da abertura da Cúpula sobre Segurança Nuclear, em Washington.

"Eles (os chineses) estão preparados para trabalhar conosco", disse Barber, se referindo às negociações sobre uma resolução da ONU que determinará novas sanções contra o programa nuclear iraniano.

O porta-voz da delegação chinesa, Ma Zhaoxu, afirmou que, durante o encontro, Jintao insistiu na importância do diálogo para resolver a questão iraniana.

"A China espera que as diferentes partes continuem a empreender esforços diplomáticos, procurando buscar meios eficazes para resolver as diferenças através do diálogo e das negociações", declarou.

AP
Jintao e Obama se encontram em Washington

Jintao e Obama se encontram em Washington

No domingo, diplomatas disseram à agência Reuters que a China deixou claro aos Estados Unidos e a outras quatro potências que discorda da proposta de proibir novos investimentos no setor energético iraniano.

Após meses de indecisão, a China relutantemente aceitou na semana passada participar da redação de um novo pacote de sanções, juntamente com os outros quatro integrantes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, França, Grã-Bretanha e Rússia), mais a Alemanha.

Os EUA e seus aliados suspeitam que o Irã esteja tentando desenvolver armas nucleares, e por isso querem um quarto pacote de sanções para coibir as atividades iranianas de enriquecimento de urânio . Teerã insiste que sua intenção é apenas desenvolver atividades médicas e gerar eletricidade com fins pacíficos.

Sob condição de anonimato, vários diplomatas disseram que o embaixador chinês, Li Baodong, indicou sua insatisfação com propostas que venham afetar o setor energético do Irã, durante três horas de reunião com os representantes das demais potências na quinta-feira.

"Em geral, o embaixador chinês não quis discutir detalhes específicos do texto", disse um diplomata, referindo-se ao texto-base sugerido pelos EUA. "Notou-se que os chineses não concordam com as propostas energéticas", acrescentou outro diplomata.

Vários enviados diplomáticos disseram que a proposta dos EUA incluiria a proibição de novos investimentos no setor energético iraniano. Por outro lado, a proposta não contempla um veto à importação ou exportação de petróleo, gás e combustível, como queriam alguns nos EUA e em Israel.

Li disse na semana passada a jornalistas que a reunião havia sido "uma negociação muito construtiva" e haveria um novo encontro nesta semana.

O assunto deve voltar a ser discutido durante a cúpula nuclear de segunda e terça-feira em Washington . Em Berlim, a chanceler (primeira-ministra) disse que a questão de novas sanções ao Irã "é premente, e uma decisão sobre potenciais novas sanções será feita em breve".

Já o presidente russo, Dmitri Medvedev, disse que punições ao setor energético do Irã não devem prosperar. "Se falarmos em sanções energéticas, acho que dificilmente conseguiremos uma posição consolidada na comunidade mundial a esse respeito", afirmou ele à TV ABC, dos EUA.

"Se metade dos países apoiar as sanções, e metade não apoiar, está claro que a eficácia dessas sanções será zero."

Com Reuters

Leia mais sobre segurança nuclear

    Leia tudo sobre: chinaeuairãsegurança nuclear

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG