México promete eliminar urânio enriquecido, diz Casa Branca

México vai trabalhar junto com EUA, Canadá e Aiea para transformar seu urânio altamente enriquecido em combustível

iG São Paulo |

O governo mexicano se comprometeu a eliminar seu urânio altamente enriquecido - usado para produzir armas nucleares -, anunciou nesta terça-feira a Casa Branca, durante a Cúpula sobre Segurança Nuclear que acontece em Washington, nos EUA.

Segundo um comunicado da Casa Branca, o México vai trabalhar junto com EUA, Canadá e Agência Internacional de Energia Atômica para transformar seu urânio altamente enriquecido em combustível.

"O presidente Felipe Calderón expressou o claro compromisso do México para prevenir e suprimir o terrorismo nuclear", informou o comunicado.

Na segunda-feira, primeiro dia da cúpula promovida por Obama, a Ucrânia também se comprometeu a eliminar seu urânio enriquecido até 2012.

Segundo o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, Obama "elogiou a decisão, considerando-a um passo histórico e uma reafirmação da liderança da Ucrânia em segurança nuclear e não-proliferação".

Gibbs disse ainda que o anúncio representa uma importante vitória para os EUA, que tentava "há dez anos" conseguir que a Ucrânia se desfizesse desse material.

A Cúpula sobre Segurança Nuclear em Washington marca o ápice de uma semana frenética de diplomacia nuclear de Obama e acontece um ano depois de ele ter apresentado ao mundo uma visão de um mundo livre de armas atômicas.

O encontro em Washington, capital dos EUA, acontece pouco depois de Obama ter apresentado uma revisão da doutrina nuclear dos EUA, limitando o uso de armas atômicas, e após a assinatura de um importante tratado pós-Guerra Fria com a Rússia, pelo qual EUA e Rússia se comprometeram a reduzir seus arsenais nucleares em um terço.

Os críticos conservadores de Obama dentro dos EUA dizem que sua estratégia de controle de armas é ingênua e pode comprometer a segurança nacional do país.

Apesar disso, a cúpula de dois dias - a maior assembleia de líderes mundiais promovida nos EUA em seis décadas - é um teste da capacidade de Obama de incentivar ação global em torno de sua agenda nuclear.

* Com AFP, BBC e Reuters

    Leia tudo sobre: méxicosegurança nuclear

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG