Irã poderá ter urânio para bomba em um ano, diz oficial dos EUA

WASHINGTON - O Irã poderá produzir, com o número atual de centrífugas instaladas, uma quantidade suficiente de urânio altamente enriquecido para construir uma bomba nuclear em um ano, disse o chefe da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA nesta quarta-feira.

Reuters |

"O consenso geral - sem saber novamente o número exato de centrífugas a que temos visibilidade - é de que estamos falando de um ano", disse o tenente-general Ronald Burgess ao Senado.

Mas, depois de produzir urânio altamente enriquecido, o Irã precisaria de 3 a 5 anos para desenvolver a tecnologia para montar um armamento nuclear, disse ao Senado o general James Cartwright, vice-presidente do Estado Maior dos Estados Unidos.

Michele Flourney, subsecretária de Política de Defesa, disse que o presidente Barack Obama deixou claro que todas as opções para frear o programa nuclear do Irã estão sobre a mesa, mas "opções militares não são preferíveis e nós continuaremos a acreditar que a abordagem mais efetiva nesse momento é uma combinação de diplomacia e pressão".

Sanções ao Irã

Durante a Cúpula Global de Segurança Nuclear , realizada entre segunda e terça-feira em Washington, a questão iraniana foi o principal assunto nos bastidores e nas reuniões bilaterais apesar de não fazer parte da programação oficial do encontro.

Na segunda-feira, após uma reunião entre Obama e o presidente chinês, Hu Jintao, a Casa Branca chegou a afirmar que a China havia se comprometido em trabalhar conjuntamente com os Estados Unidos em uma resolução no Conselho de Segurança da ONU.

Nesta terça-feira, o Ministério do Exterior da China disse que o país não apoia sanções e continua defendendo o diálogo como melhor saída para a questão.

A China ainda é o único membro permanente do Conselho de Segurança da ONU que permanece reticente quanto à imposição de uma quarta rodada de sanções contra o Irã . Os outros quatro - Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Rússia - já manifestaram apoio à adoção de novas medidas.

Brasil e Turquia têm vagas rotativas no Conselho de Segurança e são contrários às sanções . O Líbano também tem se manifestado contra as medidas.

Apesar de esses países não terem poder de veto nas decisões do Conselho de Segurança, analistas afirmam que os Estados Unidos gostariam de obter apoio unânime para uma resolução, o que seria um sinal de que a comunidade internacional estaria unida em torno do tema.

Os Estados Unidos e outros países pressionam o Irã a interromper seu programa de enriquecimento de urânio por temor de que o país esteja planejando secretamente desenvolver armas nucleares.

O Irã nega essas alegações e se recusa a interromper seu programa, que diz ser pacífico e com o objetivo de gerar energia.

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