Sarkozy autoriza uso da força contra bloqueios de manifestantes

Medida foi tomada para restabelecer "o mais rapidamente possível uma situação normal", segundo presidente francês

BBC Brasil |

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Pressionado há semanas por protestos contra seus planos de reformar a Previdência da França, o presidente Nicolas Sarkozy ordenou que forças especiais de segurança levantassem bloqueios a depósitos de combustível impostos por manifestantes.

Sarkozy afirmou ter ordenado o desbloqueio para restabelecer "o mais rapidamente possível uma situação normal"

Segundo informações do governo, quatro mil postos de gasolina, de um total de 12,5 mil, estão secos ou correm o risco de ter de fechar nos próximos dias por falta de combustível.

Após a emissão da ordem presidencial, na última madrugada, tropas de choque da Polícia francesa derrubaram as barricadas erguidas em três depósitos na região oeste do país.

Mas as medidas não intimidaram os manifestantes. Nesta manhã, sindicatos bloquearam outro depósito, no sudeste do país. De valor estratégico, o depósito abastece bases militares da região e o aeroporto de Lyon - segunda maior cidade da França.

Em Paris, motoristas relatam esperas de até duas horas para abastecer seus automóveis.

Caso o governo não consiga normalizar a situação, a próxima semana pode ser caótica. Existem temores de que o desabastecimento de combustível afete a produção industrial.

AFP
Homem passa por barricada feita com fogo em frente a depósito de combustível

Além disso, um período de férias escolares que começa neste fim de semana, e dura dez dias, costuma levar milhares de famílias a pegar as estradas para viajar.

Apesar da crise, Sarkozy garantiu que não pretende recuar e diz que irá "até o fim" para aprovar a reforma da Previdência, um dos projetos mais importantes de seu mandato.

Na terça-feira, manifestantes deram mais um sinal de força. Sindicatos afirmam ter reunido 3,5 milhões de pessoas durante os protestos em todo o país, enquanto a polícia garante que os manifestantes não passaram de 1,1 milhão. Apesar da diferença no cálculo, os números se mantêm estáveis em relação às últimas jornadas de manifestações.

Na manhã desta quarta-feira, a situação começou a se normalizar em alguns setores, como o de trasporte público, mas ainda há problemas nos aeroportos.

Manifestantes dificultaram o tráfego pelas estradas de acesso aos aeroporto Roissy-Charles de Gaulle e Orly, os dois maiores aeroportos do país.

Em Lyon, policiais e jovens voltaram a se enfrentar no centro da cidade. Um caminhão foi incendiado.

O projeto de reforma da Previdência, que entre seus pontos mais polêmicos aumenta a idade mínima de aposentadoria de 60 para 62 anos, deve começar a ser votado pelo senado nesta quinta-feira.Pressionado há semanas por protestos contra seus planos de reformar a Previdência da França, o presidente Nicolas Sarkozy ordenou que forças especiais de segurança levantassem bloqueios a depósitos de combustível impostos por manifestantes.

Sarkozy afirmou ter ordenado o desbloqueio para restabelecer "o mais rapidamente possível uma situação normal"

Segundo informações do governo, quatro mil postos de gasolina, de um total de 12,5 mil, estão secos ou correm o risco de ter de fechar nos próximos dias por falta de combustível.

Após a emissão da ordem presidencial, na última madrugada, tropas de choque da Polícia francesa derrubaram as barricadas erguidas em três depósitos na região oeste do país.

Mas as medidas não intimidaram os manifestantes. Nesta manhã, sindicatos bloquearam outro depósito, no sudeste do país. De valor estratégico, o depósito abastece bases militares da região e o aeroporto de Lyon - segunda maior cidade da França.

Em Paris, motoristas relatam esperas de até duas horas para abastecer seus automóveis.

Caso o governo não consiga normalizar a situação, a próxima semana pode ser caótica. Existem temores de que o desabastecimento de combustível afete a produção industrial.

Além disso, um período de férias escolares que começa neste fim de semana, e dura dez dias, costuma levar milhares de famílias a pegar as estradas para viajar.

Apesar da crise, Sarkozy garantiu que não pretende recuar e diz que irá "até o fim" para aprovar a reforma da Previdência, um dos projetos mais importantes de seu mandato.

Na terça-feira, manifestantes deram mais um sinal de força. Sindicatos afirmam ter reunido 3,5 milhões de pessoas durante os protestos em todo o país, enquanto a polícia garante que os manifestantes não passaram de 1,1 milhão. Apesar da diferença no cálculo, os números se mantêm estáveis em relação às últimas jornadas de manifestações.

Na manhã desta quarta-feira, a situação começou a se normalizar em alguns setores, como o de trasporte público, mas ainda há problemas nos aeroportos.

Manifestantes dificultaram o tráfego pelas estradas de acesso aos aeroporto Roissy-Charles de Gaulle e Orly, os dois maiores aeroportos do país.

Em Lyon, policiais e jovens voltaram a se enfrentar no centro da cidade. Um caminhão foi incendiado.

O projeto de reforma da Previdência, que entre seus pontos mais polêmicos aumenta a idade mínima de aposentadoria de 60 para 62 anos, deve começar a ser votado pelo senado nesta quinta-feira.

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