Ruas medievais bem conservadas ajudam a compor cenário de riviera

Ruas medievais bem conservadas ajudam a compor cenário de riviera Por Mônica Nóbrega Palma, 06 (AE) - O sol estalado do começo da tarde faz brilhar intensamente o casco branquíssimo dos iates ancorados na Baía de Palma. Ao longo da avenida costeira, o calçadão povoado por palmeiras, ciclovia e rostos bronzeados torna inevitável um certo déjà vu naquele trecho da capital de Maiorca.

iG São Paulo |

Ruas medievais bem conservadas ajudam a compor cenário de riviera Por Mônica Nóbrega Palma, 06 (AE) - O sol estalado do começo da tarde faz brilhar intensamente o casco branquíssimo dos iates ancorados na Baía de Palma. Ao longo da avenida costeira, o calçadão povoado por palmeiras, ciclovia e rostos bronzeados torna inevitável um certo déjà vu naquele trecho da capital de Maiorca. Nesta parte, a maior ilha do Arquipélago das Baleares, na costa da Espanha, parece mais um destino no Mar Mediterrâneo sob medida para endinheirados afeitos a curtir o doce balanço das ondas em barcos de luxo. O que é verdade. Mas não toda a verdade. A Catedral de Palma, em uma pequena colina, alta apenas o suficiente para que o monumento imponha sua arquitetura gótica e suas pedras douradas na paisagem, é o primeiro indício de que a cidade tem outros atributos a mostrar. Na igreja convivem o histórico e o moderno, o compacto e o grandioso, o luxo e a despretensão. Uma apaixonante sequência de surpresas. Pelos arredores da igreja já surgem as primeiras ruazinhas medievais, tão bem conservadas quanto capazes de fazer esquecer o cenário de riviera genérica visto lá atrás. Por pura sorte, cheguei em 23 de abril, dia de São Jorge, uma das principais celebrações da ilha. A data, também dedicada ao livro e à rosa, é comemorada com uma festa popular nas ruas e nas praças. A Plaza Mayor, a principal, estava tomada por uma feira de livros esparramada também por outras pracinhas no entorno. Pessoas circulavam com botões de rosas nas mãos, dadas por cavaleiros que desfilavam pelo centro histórico montados nos animais. Apesar de ser feriado, o comércio permanecia de portas abertas, um estímulo ao entra-e-sai nas lojas e nas joalherias repletas de pérolas do Passeio de Colón. O principal produto de Maiorca é vendido em vitrines elegantes e em outras das quais vale a pena desconfiar. Para produtos com garantia de origem, escolha as Joyas Forteza (Passeio de Colón, 2; 34-971-715- 866), que vende pulseiras por a partir de 25 euros (R$ 58), colares de muitas voltas que custam desde 850 euros (R$ 1.975) e anéis simplesinhos, um ótimo presente por a partir de 5 euros (R$ 12). Ao se afastar um pouco das ruas e praças mais concorridas, o visitante tem como recompensa um cenário com séculos de história em meio a silêncio de sobra para garantir o direito à contemplação. Na caminhada, vielas estreitas como a Carrer de Can Savellá revelam janelas, portões, pátios e claustros praticamente intactos, capazes de provocar uma viagem no tempo ao serem olhados. TAPAS Um dia inteiro de caminhada merece terminar em uma respeitável happy hour. E, nesse momento, Palma mostra mais uma de suas vocações. A boemia começa a ganhar adeptos assim que o sol se põe. Na Carrer Apuntadores, via repleta de endereços para comer bem e ver showzinhos intimistas de jazz, as mesas rústicas do Bar Día (no número 18; 34-971- 716-264) são frequentadas sobretudo por moradores. Que, verdade seja dita, não demonstram grande entusiasmo ao ver seu segredinho ser desvendado por turistas. Forasteiros discretos têm mais chances de fazer amigos à medida que a noite avança e a hierba, cachaça local à base de anis, faz efeito nos corações e mentes. O bar tem cardápio em inglês, mas fique à vontade para escolher às cegas. Invariavelmente, chegarão à mesa tapas memoráveis, como o polvo em pedacinhos mergulhado em um denso molho de tomates (desde 5 euros).

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