Katy Perry: "Quem quiser ser meu namorado tem que tirar a camisa"

Americana provoca público num estilo lolita, entre outras "máscaras" apresentadas em show morno

Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro |

Diabéticos teriam sérios problemas se consumissem sem moderação o show que Katy Perry trouxe ao Rock in Rio . Primeira atração internacional da sexta-feira (23), a cantora tinha o dever de tirar todas as máscaras que punham ao seu redor.

Não por acaso foi assim - mascarada de Carmem Miranda - que ela chegou à cidade, sendo recebida por fotógrafos já no aeroporto. Sem máscara é o que ela tentou se mostrar em 1h15 de apresentação.

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Ela surgiu no palco às 22h10, em cima de um andaime, imitando uma nuvem ao final de um arco-íris. Pirulitos e balas dominavam a decoração de todo o palco. Vestida de azul berrante, abusando de coreografias, bailarinos e backing vocals que por vezes seguraravam a voz para Katy, a californiana teve um início de show animado. "Teenage Dream" abriu o repertório. Foi sua primeira faceta para o público do Rock in Rio.

A partir da terceira música, "Peacock", já vestida de verde, Katy deixou de lado o jeito menininha adocicada (ou seria uma lolita moderninha?) para provocar o público presente. A máscara seria a de sex symbol. "Quero saber quem quer ser meu namorado esta noite. Preciso ver empolgação. Meu namorado vai ser o primeiro que tirar a camisa", disse. Em seguida, escolheu um felizardo - de nome Julio, vindo de Sorocaba, interior de São Paulo. A cantora o alisou, deu beijos na bochecha e rebolou para o rapaz , que parecia não acreditar aonde foi parar.

Após mandá-lo embora, em mais uma troca de roupa, agora vestida de mulher-gato, Katy desacelerou. AInda que as letras surgissem no telão para os que estavam ali por outro motivo musical que não era o dela, o andamento da apresentação esfriou. Ao invés de segurar uma bandeira do Brasil, ela a "vestiu". Prestes a fazer 27 anos, no mês que vem, parecia finalmente à vontade.

"Estou amando cantar aqui. Quero dedicar está música aos brasileiros e argentinos". Algumas vaias vieram. "Calma, é só amor", pedia a "doce" Katy ao público. No intervalo, as backing vocals seguraram cinco minutos de música. Viriam a seguir vários truques de ilusionismo protagonizados por ela, para dar conta de trocas de roupa aceleradas em pleno palco (o que lembrou a comissão de frente da Unidos da Tijuca, há dois anos).

O nariz empinado e o jeito de protagonista de seriado da Disney não desmerecem Katy, que figura entre as artistas que mais vendem atualmente. Mas ela não precisava bancar tantas ao mesmo tempo.

Com "Last Friday Night" e "Firework", a cantora voltou a agitar o público, já preparando o terreno às próximas atrações. Uma chuva de papel picado rosa (em formato de corações e figuras geométricas) tomou conta do gramado de todo o palco principal. Aqueles biscoitões de rostos sorrindo surgiram como se estivessem animando festa infantil. Katy fechou sua apresentação no Rock in Rio com gosto exageradamente adocicado, tentando atrair tudo e todos (da criança aos pais que carregavam seus rebeltos nos ombros) . Não sem antes mais uma máscara para povoar a imaginação dos fãs. A de uma artista que rebola, dança, quer ser gente grande, mas sem largar o pirulito. Tão doce que enjoa.

Veja abaixo a lista de músicas do show no Rock in Rio:

"Teenage Dream"
"Walking up in Vegas"
"Peacock"
"I kissed a girl"
"Circle the Drain"
"ET"
"Thinking of you"
"MJ - dance break"
"Hot in Cold"
"Last Friady Night"
"FireWorks"
"California Girls"

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